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Privilégios na exportação

Senador acusa ministro de formar ‘cartel da carne’. Favaro rebate

Ministério da Agricultura diz que redução na lista de frigoríficos aptos a exportar foi exigência da China

Geral | 21 de Setembro de 2023 as 17h 55min
Fonte: Jamerson Miléski

Foto: Divulgação

O senador por Mato Grosso, Jayme Campos (UB), em dura declaração feita nesta quinta-feira (21), afirmou que existe um “cartel da carne”, que privilegia 3 empresas nas exportações do produto para o mercado chinês. A fala frisa ainda que o favorecimento passa pelo Ministério da Agricultura e Pecuária, que seria seletivo no processo de habilitação da plantas frigoríficas aptas à exportar carne para a China.

Como evidência desse favorecimento, Campos citou o caso de um frigorífico em Diamantino (MT), que foi habilitado para exportação à China, mas que atualmente está fechado devido a um incêndio de grandes proporções.

O GC Notícias entrou em contato com o Ministro da Agricultura, Carlos Favaro, através da sua assessoria de comunicação. Em nota, o Ministério negou a existência de uma nova lista “montada” de frigoríficos aptos a exportar. “O que foi feito é uma redução da lista a pedido do governo chinês, mas que seguiu a ordem cronológica de início do processo das plantas que realizaram todos os procedimentos necessários para a habilitação, não tendo nenhuma interferência ou prioridade de escolha. Ou seja, respeita o critério técnico de quando o estabelecimento protocolou o questionário e foi considerado conforme pelo Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal do Ministério da Agricultura e Pecuária”, relata o texto da nota.

Conforme o Ministério, a primeira lista contava com 77 plantas frigoríficas que cumpriram os requisitos sanitários exigidos e estão aptas para habilitação. Após reunião com as entidades representativas do setor, o entendimento foi de redução aos 20 primeiros para avaliação inicial.

Fávaro afirmou que já tem a informação que as análises pelas autoridades sanitárias chinesas já passam das 20. Portanto, todos que estão aptos para a habilitação podem acabar sendo contemplados e devem tratar a partir de agora com os importadores chineses e o governo chinês para sua habilitação.

Sobre o caso específico de Diamantino, o Ministério confirmou que a planta que pegou fogo estava na lista e que vai continuar. “[A planta] não será punida. Se no momento em que a China for realizar a vistoria ela não estiver apta, não será habilitada naquele momento, mas permanecerá na lista”, explicou.

Em 2022, o Brasil exportou para China o equivalente a 1,98 milhões de toneladas de carne bovina. As transações com o país asiático renderam cerca de 11,8 bilhões de dólares.