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Teste de paciência

Sem conhecer leis, advogado afronta juíza durante audiência em Cuiabá

OAB foi acionada para investigar suposto profissional

Geral | 19 de Agosto de 2023 as 02h 49min
Fonte: FolhaMax

Foto: Divulgação

A juíza Ana Crtistina Mendes, da Sétima Vara Criminal de Cuiabá, considerou o comportamento do advogado Rinaldo Freitas Vieira “afrontoso” e pediu para que a Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB – MT) e a Corregedoria Geral de Justiça (CGJ) tomem providências contra o profissional. A informação foi publicada no Diário Eletrônico da Justiça nesta sexta-feira (18).

Conforme o despacho, a juíza diz que o advogado agiu de “com total falta de conhecimento jurídico” ao defender seu cliente, envolvido na Operação Mahyas, durante uma audiência. “Primeiramente, urge salientar que o advogado de defesa procedeu nesta audiência, com total falta de conhecimento jurídico na defesa de seu cliente, se portando, inclusive de forma afrontosa com esta magistrada, num visível teste de paciência”, cita o despacho.

Ainda conforme o documento, a audiência foi integralmente gravada, e portanto é “desnecessário descrever tais fatos”, uma vez que poderão ser ouvidos e vistos conforme mídia. “Determino que sejam extraídas a copia do presente termo e cópia da mídia digital de gravação desta audiência e enviada à OAB/MT, para avaliação técnica do advogado em questão, que tumultuou a audiência sem qualquer coerência e conhecimento das leis”, argumentou a magistrada.

Uma nova audiência de instrução e julgamento foi marcada para a manhã do dia 31 de agosto para dar continuidade nos interrogatórios dos acusados, bem como inquerir testemunhas faltantes. A Operação Mahyas investigou uma organização criminosa que teria causado um prejuízo de mais de R$ 3 milhões para as vítimas.

Os suspeitos, para praticar os crimes, rendiam moradores e funcionários de fazendas, mantendo-os detidos em cárcere privado até roubarem os animais deixando a propriedade somente após o gado ser desembarcado no local em que ficaria escondido. Em alguns casos, segundo a polícia, os criminosos permaneceram mais de dois dias na propriedade, obrigando funcionários a preparar as refeições para eles.

Durante as ações criminosas, eles também aproveitavam para subtrair tratores e equipamentos da propriedade. Durante a deflagração, foram cumpridas 53 ordens judiciais contra os suspeitos. No total, foram 24 mandados de prisão preventiva, 19 mandados de busca e apreensão, sete sequestros de veículos e três suspensões de atividades comerciais em açougues que vendiam carnes de animais de abatedouros clandestinos.

Os alvos da operação estavam em cidades como Cuiabá, Várzea Grande, Nossa Senhora do Livramento, Acorizal, Jangada, Barra do Bugres e Nova Mutum.

Advogado se manifesta sobre o caso: