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Mato Grosso

Reviravolta no Valor da Nova Rota do Oeste: de "não valia nada" a R$ 4,8 bilhões

Presidente do conselho sinaliza possível venda da empresa pelo governo de MT

Geral | 31 de Outubro de 2023 as 17h 31min
Fonte: Michelle Moura - pontomt.com.br

Foto: Divulgação

O presidente do conselho fiscal e administrativo da Nova Rota do Oeste, Cidinho Santos (PP), surpreendeu ao anunciar que a empresa agora possui um valor de mercado estimado em até R$ 4,8 bilhões.

A antiga empresa, Rota do Oeste, que operava um trecho da BR-163 em Mato Grosso, foi adquirida pelo governo estadual em maio deste ano por uma quantia simbólica de R$ 1. Na época, projetava-se um investimento de R$ 1,6 bilhão em dois anos para melhorias na infraestrutura viária.

Cidinho atribui esse impressionante aumento de valor de mercado às extensas obras de pavimentação e duplicação realizadas pela concessionária. Ele comentou: "Essa empresa era vista como sem valor, sendo comprada por meros R$ 1. Hoje, sem dúvida, seu valor ultrapassa em duas ou três vezes o investimento inicial de R$ 1,6 bilhão. Além dos benefícios sociais trazidos pelas obras, o governo de Mato Grosso está prestes a colher lucros substanciais com essa operação, que podem ser reinvestidos em novas rodovias."

Essas declarações surpreendentes surgiram durante o lançamento do edital para a duplicação da BR-163 entre Nova Mutum e Lucas do Rio Verde.

Além disso, Cidinho sugeriu que, em um futuro próximo, o governo estadual poderá considerar a venda de seu controle acionário na Nova Rota do Oeste. Ele afirmou: "Daqui a três ou quatro anos, o governador, se desejar, poderá alienar 100% ou uma parcela significativa das ações da empresa e encerrar sua participação no negócio."

Nos anos recentes, a antiga concessionária, sob a administração da Odebrecht, enfrentou uma crise financeira severa, acumulando dívidas consideráveis e perdendo sua capacidade de buscar financiamento, o que comprometeu a execução do contrato de melhorias na BR-163.

Para concretizar a aquisição, o governo estadual teve que assumir uma dívida da empresa com sete instituições financeiras, totalizando R$ 950 milhões. O Estado, por meio da MTPAR (MT Participações e Projetos), apresentou uma proposta e quitou todas as dívidas por um montante significativamente reduzido de R$ 446 milhões.