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Visita internacional

Representantes de empresas do Japão adiam retorno para selar negócios em Sinop

Das 13 grandes empresas, 5 mantiveram seus representantes na cidade para alinhar acordos

Geral | 21 de Maio de 2026 as 17h 24min
Fonte: Jamerson Miléski

Foto: Divulgação

Às 15h dessa quinta-feira, a comitiva de investidores japoneses que visitou Sinop fez seu check-in no Aeroporto João Batista Figueiredo e embarcou para seu regresso. Do grupo formado por 20 representantes, entre sócios, gerentes, diretores e até presidentes de 13 grandes empresas do Japão, só 15 partiram. Representantes de 5 empresas prolongaram a permanência na cidade para afinar as relações e fazer negócios. “Além daqueles que ficaram em Sinop, representantes da Itachi Energy e da Kaneka South America fizeram encaminhamentos para empresas locais, afim de alinhar negociações”, pontuou o secretário de Desenvolvimento Econômico da prefeitura de Sinop, José Pedro Serafini.

As empresas que optaram por conhecer um pouco mais da economia de Sinop são a MOL, Mitsubishi, Sansuy, Hitachi e a Toyota Tsudo. A MOL (Mitsui O.S.K. Lines), com sede em Tóquio, opera uma das maiores frotas mercantes do mundo, incluindo navios-tanque, cargueiros, porta-contêineres e navios de passageiros. Já a Sansuy é a maior fabricante de laminados de PVC (polocloreto de Vinila), da América Latina. Enquanto a Toyota Tsudo, empresa que integra o Grupo Toyota, tem 150 escritórios e 900 subsidiárias e afiliadas em todo o mundo. A Tsubo dá suporte a divisão automobilística da Toyota, mas também atua com matérias-primas industriais, produtos agrícolas e alta tecnologia. O último remanescente da visita, a Hitachi High-Tech atua no desenvolvimento e fabricação de soluções tecnológicas de alta complexidade para fins industriais, médicos e científicos.

De acordo com o secretário de Desenvolvimento, o principal interesse demonstrado pela comitiva japonesa é com o etanol combustível e seu derivado, o DDG, utilizado na alimentação animal. Os investidores também discutiram negócios com algodão e o caroço, para nutrição pecuária. “A consul-geral do Japão, Yorico Suzuki. Foi explicita em dizer, durante sua visita a Sinop, que a intenção do Japão é fazer negócios com o agronegócio. Ela se impressionou com a força e a pujança da região e com as iniciativas empresariais de Sinop”, apontou Serafini.

Yorico Suzuki, consul-geral do Japão e José Pedro Serafini, secretário de Desenvolvimento de Sinop

Durante a visita a Evermat - uma usina de etanol de milho implantada a partir de uma cooperativa de produtores - Suzuki questionou se o grupo tinha intenção de abrir o capital social para novos investidores. A fala da consul-geral mostra que o Japão não quer apenas comprar etanol combustível.

 

O que os japoneses viram?

A visita começou com uma reunião técnica, promovida pela Secretaria de Desenvolvimento. Nela foram apresentados o ambiente de negócios, o ‘ecossistema Sinop’. O grupo visitou a usina de etanol de milho da Inpasa - referência na produção de biocombustível na América Latina e também a usina da Evermat.

A unidade de Sinop da Coabra (Cooperativa Agroindustrial do Centro Oeste do Brasil), que tem um laboratório de algodão, especializado na cultura, também fez parte do roteiro dos investidores japoneses.


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