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Logística e energia

Projeto Pascal prevê etanolduto de R$ 22 bilhões entre Sinop a Paulínia

Iniciativa da Inpasa ligará Sinop a Paulínia para escoar a produção de etanol e trazer derivados de petróleo, reduzindo custos e emissões com a retirada de caminhões das estradas

Geral | 23 de Setembro de 2026 as 15h 31min
Fonte: Redação Agrolink

Foto: Divulgação

Um projeto de infraestrutura para transporte de combustíveis pretende ampliar a capacidade logística entre o Centro-Oeste e o Sudeste, acompanhando o crescimento da produção regional de etanol e buscando reduzir a dependência do transporte rodoviário. A proposta prevê dois dutos paralelos, com cerca de 2,1 mil quilômetros de extensão, ligando Sinop, em Mato Grosso, a Paulínia, em São Paulo.

Segundo informações publicadas pelo Grupo Idea, o empreendimento, batizado de Projeto Pascal, é estruturado pela Inpasa e prevê investimento de R$ 22 bilhões. Um dos dutos terá capacidade para transportar 13,3 milhões de metros cúbicos de etanol do Centro-Oeste até Paulínia, com possibilidade de seguir posteriormente ao Porto de Santos. No sentido contrário, outro duto poderá movimentar 6,6 milhões de metros cúbicos de derivados de petróleo para Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. O projeto foi apresentado ao Ibama para início do licenciamento ambiental federal.

A iniciativa ocorre em meio ao avanço do etanol de milho. Segundo os dados apresentados, 15 usinas foram construídas na região nos últimos cinco anos, enquanto a produção passou de 11,3 milhões para 16,2 milhões de metros cúbicos e já representa quase metade do volume nacional de etanol.

O traçado seguirá principalmente a BR-163 entre Sinop e Campo Grande. Depois, até Paulínia, deverá utilizar em grande parte a faixa de servidão do Gasoduto Bolívia-Brasil. O Ibama identificou pontos de maior sensibilidade ambiental e social, incluindo áreas urbanizadas, zonas úmidas, cursos d’água e trechos com vegetação nativa.

A Inpasa estima que a operação possa retirar das rodovias cerca de 225 mil viagens de caminhão por ano. Na capacidade nominal, a projeção é evitar aproximadamente 500 mil toneladas de emissões de carbono anuais. Durante os cinco anos previstos de construção, a estimativa média é de quatro mil empregos, com pico de oito mil trabalhadores.