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Carta em rede

Professor pede perdão por morte de filho esquecido no carro em Rondonópolis

“Nossa casa parece um museu em sua homenagem. Seus amigos continuam a nos visitar, brincar com seus brinquedos… sempre lembrando das suas frases e peripécias”, escreveu

Geral | 14 de Abril de 2026 as 13h 36min
Fonte: Única News

Foto: Reprodução

O professor de Engenharia Agrícola da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), Jofran Oliveira, publicou em seu perfil no Instagram uma carta de despedida em homenagem ao filho, Levi José, de 3 anos, que morreu após ser esquecido pelo pai dentro do carro no dia 19 de março de 2026.

Na mensagem, divulgada nesta segunda-feira (13), o docente expressa profunda dor, culpa e saudade, além de agradecer o apoio recebido da família e da comunidade acadêmica desde a tragédia.

“Começo essa carta dizendo que tenho o maior orgulho do mundo em ser o seu ‘papaizito’. Para sempre serei”, escreveu ele no início do texto, relembrando também a gestação desejada e os primeiros momentos de convivência com o filho.

Ao longo da carta, Jofran descreve a relação da criança com a mãe, familiares e amigos, destacando o carinho que Levi despertava em todos ao seu redor. Ele também relata o impacto da perda dentro de casa, afirmando que a rotina familiar ficou marcada pela ausência do menino.

“Nossa casa parece um museu em sua homenagem. Seus amigos continuam a nos visitar, brincar com seus brinquedos… sempre lembrando das suas frases e peripécias”, escreveu.

O professor também mencionou o vínculo afetivo do filho com a avó, os padrinhos e a irmã, e destacou momentos simples que agora se tornaram lembranças permanentes da família.

No trecho final, Jofran pede perdão ao filho, à família e a Deus, e descreve o sofrimento vivido desde o ocorrido. Ele também relata que, ao saber da morte da criança, precisou ser internado em uma Unidade de Terapia Intensiva após um princípio de infarto.

“Senti a maior vergonha que jamais imaginei ser capaz de sentir. Deus me deu um tesouro para amar e cuidar, e eu me descuidei. Perdão, meu amor. Perdão, meu filhinho”, escreveu.

Na carta, o docente ainda afirma carregar uma culpa profunda e diz que a dor pela perda o acompanhará por toda a vida.

Relembre o caso

O caso ocorreu no dia 19 de março de 2026, quando o docente estacionou o veículo no campus da instituição e deixou o filho na cadeirinha no banco traseiro. O menino permaneceu no carro fechado por cerca de quatro horas.

Segundo as informações apuradas, o professor só percebeu a presença da criança no interior do veículo por volta do fim da tarde, quando já não havia sinais vitais. Equipes médicas da própria universidade e do Samu foram acionadas, mas apenas puderam confirmar o óbito no local.

A criança teria sido deixada no carro durante o período em que o pai seguia sua rotina de trabalho dentro da instituição. O veículo ficou estacionado sob condições de calor intenso ao longo da tarde.


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