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Alta de 20%

Produção de etanol em MT deve passar de 5 bilhões de litros este ano

Projeção representa aumento de 1 bilhão de litros em comparação à safra anterior

Geral | 04 de Abril de 2023 as 09h 44min
Fonte: Redação GD

Foto: Mayke Toscano/Secom-MT

Mato Grosso se consolida cada vez mais como um dos principais produtores de etanol do país e já ocupa o terceiro lugar no ranking de maior fabricante do biocombustível, ficando atrás apenas de São Paulo e Goiás. A próxima safra reserva números ainda mais favoráveis para o estado, com a estimativa de que sejam produzidos 5,3 bilhões de litros do combustível, o que representa o aumento de mais de um bilhão de litros em relação ao produzido na última safra.

Atualmente, cerca de 75% da produção de etanol do estado é de milho. Na safra passada foram registrados 3,2 bilhões, sendo que a previsão é de que este número alcance o patamar de 4,2 bilhões de litros na safra 23/24. Quanto ao etanol de cana, foram 1,075 bilhão de litros produzidos e, para a próxima safra, o esperado é de 1,1 bilhão de litros. Apesar do setor viver um momento de incertezas, após uma política de estímulo ao consumo de combustíveis fósseis, quando houve baixa de impostos favoráveis à gasolina, os investimentos anteriormente planejados pelas indústrias puxaram a elevação da produção.

É neste cenário que em 2023/24 o setor deve anunciar o início das operações de uma nova unidade de produção de etanol de milho em Primavera do Leste e a finalização da ampliação de outra unidade, em Nova Mutum. Isso porque, as indústrias apostaram no desenvolvimento do processo industrial, o que, consequentemente, trouxe maior valor agregado à matéria-prima, mudando toda a cadeia produtiva.

“Esse momento gera o fortalecimento de toda nossa cadeia industrial, que trabalha constantemente pela inovação e para oferecer mais opções para mercado. No caso do etanol de milho, por exemplo, com a mesma matéria-prima é possível gerar também o DDG (Grãos Secos de Destilaria), que são utilizados para nutrição animal, energia elétrica e óleo de milho. Já no caso da cana de açúcar a diversificação de produtos vem com energia elétrica, biogás, levedura seca e biofertilizantes”, afirma o presidente das Indústrias de Bioenergia de Mato Grosso (BIOINDMT), Sílvio Rangel.

A produção local foi comercializada com dezessete estados brasileiros somente no ano de 2022, entre eles: São Paulo, Amazonas, Rio de Janeiro, Rondônia, Rio Grande do Sul e Paraná.

O setor mato-grossense conseguiu diversificar para além da geração de energia e biofertilizantes, o que estimula, consequentemente, o crescimento de outras cadeias industriais e agrícolas. “Com esse perfil mais arrojado, a nossa indústria está agregando mais e isso traz um impacto grande para toda a nossa sociedade. Com uma maior e mais diversificada produção, temos geração de empregos, renda e melhor arrecadação, que é revertida em investimentos em saúde, educação e infraestrutura”, completa Sílvio.

 

Crescimento em números

Além do etanol, a indústria registrou um número considerável na produção de DDGs. Em relação ao insumo, que é originado a partir de milho, foram produzidos 1,6 milhão de toneladas nesta safra 2022/2023 e para a próxima safra 2023/2024 a estimativa é de que esse valor chegue a 1,8 milhão.

Quanto à moagem de milho para a produção de etanol, a previsão é que nesta safra seja registrado o patamar de 7,29 milhões de toneladas, enquanto para a safra 2023/2024 a devem ser moídos um total de 9,35 milhões de toneladas. Já em relação à cana, foram 15,9 milhões de toneladas moídas, na última safra, e, para 23/24, esse número deve chegar a 16,6 milhões.