Olá! Utilizamos cookies para oferecer melhor experiência, melhorar o desempenho, analisar como você interage em nosso site e personalizar conteúdo. Ao utilizar este site, você concorda com o uso de cookies.

Bom dia, Sexta Feira 23 de Fevereiro de 2024

Menu

Comandante exonerado

Preso por matar colega de farda, sargento comete suicídio em Batalhão

Comandante de Batalhão foi exonerado por conta do episódio

Geral | 22 de Outubro de 2023 as 19h 40min
Fonte: Folha MAx

Foto: Divulgação

O sargento Gabriel Castella Cardoso, autor dos disparos que mataram seu colega de Polícia Militar, William Nascimento, na noite de sábado (22), cometeu suicídio no final da tarde deste domingo, em São José do Rio Claro. Ele havia sido preso logo após o crime e estava detido no Batalhão da PM da cidade.

Informações preliminares dão conta de que Gabriel Castella Cardoso estava detido no Batalhão e teria saído um pouco para ir até seu carro. Foi então que ele pegou uma arma, olhou para a tropa que estava próxima dele, deu ‘tchau’ aos companheiros e atirou na própria cabeça. O policial era primo da cantora Ana Castella e deixou um filho que possui necessidades especiais.

Quando foi detido, o PM que realizou a prisão relatou que tomou a arma do rapaz, temendo justamente que ele pudesse atentar contra a própria vida, pois Castella teria relatado que estava com pensamentos suicidas.

Por conta do suicídio ter se dado com uma arma de fogo dentro de uma cela do Batalhão da PM, o comandante-geral da Polícia Militar, Alexandre Corrêa Mendes, e o secretário de Estado de Segurança Pública (Sesp), César Augusto Roveri, determinaram a exoneração do comandante do Batalhão de São José do Rio Claro, o tenente coronel Cristiano Vasconcelos.

 

ENTENDA O CASO

O sargento da Polícia Militar, William Nascimento, foi morto pelo colega de farda, Gabriel Castella Cardoso, em São José do Rio Claro (295 km de Cuiabá), na noite de sábado (21). A vítima teria ameaçado o atirador de morte minutos antes do ocorrido.

William estava tratando Gabriel de forma ríspida e não respondeu a continência e nem o cumprimento de 'boa noite' feito por Castella. Em seguida, o atirador perguntou se a vítima estaria bem e ele respondeu de forma autoritária: “Tudo bem, por quê?”

Neste momento, Gabriel teria apontado o atraso de William, que deveria ter se apresentado no batalhão da PM às 18 horas, mas chegou no local uma hora depois.

Após ser repreendido, William, que já estava alterado, teria elevado o tom ainda mais e começou a pedir respeito ao atirador, dizendo que era mais antigo e que deveria ser respeitado, senão iria matar Castella.

Foi então que Nascimento avançou com o braço esticado em direção a Gabriel, que começou a recuar e, se sentindo ameaçado, efetuou os disparos.

 

PERSEGUIÇÕES

Gabriel relatou, ainda, que era perseguido por William. A rusga se intensificou após uma ocorrência de tráfico de drogas e porte de arma de fogo, ocasião em que o artefato foi, supostamente, extraviado. Porém, os militares responsáveis pelo caso negaram o sumiço do revólver.

No entanto, William teria tomado as dores de um dos agentes envolvidos no caso e passou a assediar Gabriel moralmente.

Depois disso, outro atrito veio à tona em uma nova apreensão de drogas. Diante da situação, Gabriel chegou a procurar o vereador Pelezinho, para que ele pudesse dormir em outro lugar que não fosse o quartel, pois estava temeroso por sua vida.

O militar também contou ao irmão que estava com medo de morrer. O irmão, por sua vez, entrou em contato com os superiores de Gabriel, que disseram para ele ficar tranquilo que nada de ruim iria acontecer com ele.