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Investigação

Polícia descobre possíveis novos casos contra professor preso por abusar de aluna dentro de sala de aula em Sorriso

Professor de geografia foi preso e solto no mesmo dia, após passar por uma audiência de custódia

Geral | 19 de Setembro de 2023 as 11h 33min
Fonte: Redação G1-MT

Foto: Polícia Civil de Mato Grosso

A delegada da Polícia Civil Jéssica Assis descobriu possíveis novos casos contra o professor de geografia, que foi preso na quinta-feira (14), por abusar sexualmente de uma aluna dentro da sala de aula em uma escola, no Bairro Jardim das Acácias, em Sorriso. O investigado foi solto no mesmo dia, após passar por uma audiência de custódia.

Segundo a delegada, o caso não teria sido isolado e pode ter outras vítimas.

"A investigação está em andamento, recebemos informações extraoficiais de que existem mais vítimas. É um sujeito que já deu aulas em vários colégios públicos e privados aqui de Sorriso", disse.

Sobre a soltura do investigado, a delegada disse que o juiz homologou a prisão em flagrante, mas ele deve responder em liberdade provisória.

"O juiz entendeu que não haviam elementos da conversão em prisão em flagrante para a preventiva e determinou uma série de medidas cautelares, dentre as principais, a proibição do exercício de qualquer função pública para evitar essa aproximação com crianças e adolescentes", disse.

O suspeito negou as acusações e alegou estar sofrendo um ‘complô’ das alunas, por não terem sido bem avaliadas por ele.

 

Entenda o caso

O professor de geografia foi preso em flagrante suspeito de estuprar e assediar uma aluna, de 12 anos, dentro da sala de aula. De acordo com a Polícia Civil, a delegacia do município recebeu dois registros que relatavam o comportamento do professor contra a estudante.

A denúncia foi encaminhada pela Secretaria de Educação de Sorriso informando o ocorrido.

Testemunhas contaram à polícia que a aluna foi apalpada durante a apresentação de um trabalho. Na ocasião, ele teria pedido que a jovem fosse até a lousa interativa para a realização de uma atividade, momento em que passou a mão pelo corpo dela. Outros alunos presenciaram a cena.

À polícia, a vítima disse que já havia sido importunada pelo professor outras vezes, com toques inapropriados, aliciamento verbal e olhares sugestivos.

A estudante foi ouvida por uma psicóloga especialista, com consentimento da mãe. Durante a consulta, ela relatou os episódios de violência que sofreu com o professor.

 

Outros casos em Sorriso

Outros dois casos parecidos também foram registrados no município. Em junho deste ano, um funcionário de uma biblioteca, que também atuava como professor, foi preso enquanto assinava a demissão. De acordo com a Polícia Civil, as vítimas tinham entre nove e 12 anos.

A mãe de uma aluna procurou a direção da escola e disse que o professor havia passado a mão pelo corpo da criança, de 9 anos. Depois, boletins de ocorrência narrando os atos do professor foram registrados na delegacia. No decorrer da apuração, a polícia coletou depoimentos das vítimas, todas ouvidas em escutas especializadas com uma psicóloga, que apontaram os atos cometidos pelo investigado.

Segundo a polícia, diversas alunas narraram que se sentiam constrangidas em ter aulas com o professor porque ele as tocava fisicamente de maneira desrespeitosa. Além disso, ele ameaçou as vítimas caso relatassem o que ocorria.

Uma vítima relatou à polícia que o professor, passou as mãos no corpo dela na fila do lanche, em público, como já teria feito com outras crianças e adolescentes da escola, de acordo com a Polícia Civil.

No final do mês de junho, a Polícia Civil de Sorriso realizou uma busca e apreensão contra um professor de 55 anos que era investigado por crimes sexuais contra seis vítimas, entre professoras e estagiárias em uma escola do Assentamento Jonas Pinheiro.

Ele é investigado por assédio sexual e violência psicológica. Desde 2021, já havia reclamações sobre assédios cometidos por ele contra estagiárias, algumas menores de idade e professores da unidade. À época, de acordo com a delegada Jéssica Assis, relatos das vítimas apontavam que ele tinha uma arma de fogo. Ele foi transferido para uma escola no distrito de Caravagio. Em 15 de junho, ele foi afastado das funções.