Operação
PC mira investigados por usar revenda de veículos para tráfico de drogas em MT; dono de garagem é preso
A investigação da DRE teve início a partir da apreensão de 210 tabletes de maconha, em junho deste ano
Geral | 12 de Dezembro de 2024 as 23h 34min
Fonte: O documento

A Delegacia Especializada de Repressão a Entorpecentes (DRE) deflagrou, na manhã desta quinta-feira (12), a Operação Venda Cancelada contra investigados por usar uma empresa de revenda de veículos para o tráfico de entorpecentes. Foram cumpridos três mandados de prisão e três de buscas nas cidades de Sinop e Cáceres. Também foram bloqueadas contas bancárias dos alvos.
A investigação da DRE teve início a partir da apreensão de 210 tabletes de maconha, em junho deste ano, quando a Gerência de Combate ao Crime Organizado interceptou uma caminhonete na MT-010, no Distrito de Nossa Senhora da Guia. O veículo era conduzido por H.S.A., de 38 anos, que acabou confessando o transporte da droga.
A partir das informações reunidas no inquérito policial, a unidade especializada identificou a cadeia de supostos proprietários da caminhonete apreendida e um esquema envolvendo uma garagem de veículos, em Sinop.
“A investigação chegou ao proprietário da garagem e identificamos que as vendas orquestradas da caminhonete flagrada com o entorpecente voltavam novamente a ele. Ou seja, a intenção no esquema era adquirir veículos e colocá-los à disposição do tráfico de entorpecentes”, explicou o delegado Caio Fernando Albuquerque.
A operação desta quinta-feira também fará verificação sobre a origem dos veículos que estão na revenda de um dos investigados por tráfico de drogas.
Venda simulada da camionete
O comprador da caminhonete, também ouvido em depoimento, alegou que viu o veículo à venda por um site e teria pago à vista R$ 130 mil, alegando ser dinheiro proveniente da venda de gado. Disse ainda que não assinou contrato da compra, indo apenas ao cartório com um funcionário da garagem para a transferência de propriedade. Um mês depois, ele alegou que revendeu o veículo em Cáceres por R$ 160 mil em um contrato sem reconhecimento de firma.
Documentos reunidos no inquérito mostram que o comprador da caminhonete forneceu como seu endereço o mesmo local onde está a garagem, além do número de telefone em nome de um dos funcionários da revenda de carros em Sinop. E ainda, ele nunca teve criação de gado ou propriedade rural e trabalhava como garçom em Cáceres.
As diligências da DRE comprovaram que o dono da garagem comprou o veículo de uma empresa que fez a negociação, por meio de uma procuração pública, em nome de um funcionário da revenda de carros, para que o veículo retornasse a ele. Ou seja, a revenda da caminhonete entre a garagem e o comprador foi uma simulação criada para dar crédito ao negócio ilícito e, em caso de apreensão pela polícia com entorpecente ou outra conduta ilícita, nenhum deles fosse atingido.

210 tabletes de maconha apreendidos em junho, em camionete na estrada da Guia
“Os investigados alegaram que a compra foi feita ‘aleatoriamente’, de pronto interesse e pagamento em dinheiro. Oportuno ressaltar o repentino interesse de uma pessoa, morador de Várzea Grande, pela compra de veículo em Sinop, a ponto de se hospedar em hotel nesta cidade apenas para tal negociação e fazer pagamento em espécie e sem qualquer recibo ou outro documento comprobatório”, observou o delegado Caio Fernando.
Movimentações atípicas
Informações financeiras reunidas na investigação demonstraram movimentações atípicas em contas bancárias em nome dos três investigados – dono e funcionário da garagem de veículo e o suposto comprador da caminhonete.
A garagem, que foi constituída com capital social informado de R$ 100 mil e faturamento médio mensal de 19 mil. Contudo, em pouco menos de um ano, a conta da empresa teve créditos somados em mais de 5 milhões de reais.
“Identificamos valores e movimentação incongruentes com o faturamento declarado da revenda de veículos, além da aparente utilização da conta para trânsito de recurso de terceiros e rápida passagem de recursos pela conta sem maiores justificativas. Ou seja, a empresa vem auferindo ganhos totalmente incompatíveis com o contexto lícito, mas esperado no contexto de atividade empresarial de fachada para ações criminosas”, ressaltou o delegado da DRE.
Notícias dos Poderes
Juiz condena hotel a indenizar engenheiro após cancelar estadia
Decisão impõe pagamento de R$ 14.588,34 por dano materiais e R$ 10 mil por danos morais
16 de Maio de 2026 as 14h42EXPONORTE 2026 promete dez dias de shows, rodeio e atrações para toda a família em Sinop
16 de Maio de 2026 as 13h13Apams realiza feira de adoção neste sábado(16) para liberar espaço no abrigo
15 de Maio de 2026 as 18h02Ypê suspende pagamento a clientes após decisão da Anvisa
Em entrevista ao g1, Sergio Pompilio, diretor-executivo jurídico e corporativo da Ypê, afirmou que a decisão da Anvisa desta sexta-feira (15) não prevê obrigação de ressarcimento por parte da empresa. Recolhimento de produtos foi suspenso pela agê
15 de Maio de 2026 as 17h45Aegea se movimenta para comprar a Copasa
Empresa que detém concessão em Sinop mira expansão para Minas Gerais
15 de Maio de 2026 as 17h11Agência do Petróleo autoriza operação de usina de Sinop
Planta da Evermat vai produzir mais de um milhão de litros de etanol por dia
15 de Maio de 2026 as 16h54Menina de 8 anos é atacada por onça-parda na Chapada dos Veadeiros
O animal atacou o rosto da criança e fugiu para a mata; vítima foi socorrida e encaminhada para uma unidade de saúde
15 de Maio de 2026 as 16h45Empresa vai instalar 13 torres de telefonia ao longo da BR-163
Winity obtém permissão para instalar infraestrutura de telecom na faixa de domínio da rodovia
15 de Maio de 2026 as 16h17