Olá! Utilizamos cookies para oferecer melhor experiência, melhorar o desempenho, analisar como você interage em nosso site e personalizar conteúdo. Ao utilizar este site, você concorda com o uso de cookies.

Bom dia, Sábado 20 de Julho de 2024

Menu

Denúncia ao judiciário

MP quer júri popular para criminoso que matou mulher e arrastou o corpo pela rua em Sinop

Ministério Público pede que criminoso seja levado a Júri Popular e pague indenização à família da vítima

Geral | 02 de Julho de 2024 as 20h 04min
Fonte: Única News

Foto: Reprodução/Montagem/Única News

O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) ofereceu denúncia contra o criminoso Wellington Honorato dos Santos (32), que matou e arrastou o corpo da namorada, Bruna de Oliveira (24), na madrugada de 2 de junho deste ano, em Sinop.

No pedido encaminhado ao Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), o MP pede ao que o assassino seja levado a Júri Popular pelos crimes de homicídio qualificado com motivo fútil e ocultação de cadáver.

“Devendo ser pronunciado para ser submetido a julgamento pelo egrégio Tribunal do Júri da Comarca de Sinop/MT, para ao final ser condenado”, diz o documento protocolado no dia 24 de junho e que ainda não teve decisão para seu recebimento.

Além disso, o Ministério Público requereu ainda que o assassino seja condenado ao pagamento de indenização à família da vítima.

O processo tramita em segredo de Justiça.

 

O CRIME

Após matar Bruna, Welligton enrolou uma corrente de aço no pescoço da namorada, trancou com um cadeado e arrastou o cadáver com sua motocicleta pela rua, até uma vala de esgoto, onde desovou o corpo, que foi encontrado pelo irmão da vítima.

A jovem estava desaparecida desde sábado (1º), quando saiu com Wellington e não retornou mais para casa. Preocupados, familiares teriam entrado em contato com o suspeito, que negou estar junto com a namorada e afirmou que tinha deixado ela em casa por volta das 22 horas.

Desconfiado, o irmão de Bruna foi até a casa de Wellington no domingo (2) de manhã em busca de mais informações sobre a irmã. Ao chegar no imóvel, se deparou com marcas de sangue do lado de fora da residência.

O rapaz passou a procurar pela irmã nas proximidades, quando em determinado momento da busca, encontrou o corpo da jovem jogado em uma valeta. Bruna foi encontrada com um corte profundo na garganta e uma corrente enrolada em seu pescoço, fechada com cadeado.

O assassino foi preso em flagrante na cidade de Nova Maringá (378 Km de Cuiabá), aproximadamente 35 horas depois do crime, em uma rápida investigação da equipe da Delegacia da Mulher, de Sinop, em parceria com delegacias da região.

Em depoimento, o assassino confessou o crime e disse que antes de matar Bruna, eles estavam consumindo bebidas alcoólicas associadas com cocaína, na quitinete onde ele morava, quando o casal deu início a uma discussão. Em um acesso de fúria, ele agarrou o pescoço da namorada com as mãos, a derrubou e bateu a cabeça dela com força por várias vezes contra o chão.

“Nesse momento, ele percebeu que a vítima [Bruna] havia desfalecido e entendeu que tinha matado ela e teria que tirar o corpo dali. Ele teve a ideia de pegar a corda, que ele tinha usado para amarrar um isopor, uma corda fina (...) que teria dado o sinal de esganamento, que o perito [da Politec] constatou quando da perícia no local”, disse Renata Evangelista, delegada responsável pelo caso.

Além disso, o feminicida garantiu em seu depoimento que não lembra o motivo pelo qual matou a namorada e, devido ao efeito dos entorpecentes no organismo, arrastar o corpo da vítima pela rua para “jogar fora” foi a única opção achada naquele momento para se desfazer do cadáver, alegando ainda que não se lembrava do crime.

“Ele alega que na hora foi a única ideia que ele teve, porque ele tinha moto, que estava na porta da quitinete. Então, teve a ideia de pegar uma corda e amarrar [no pescoço da vítima], entendendo que não teria outra maneira de carregar, e resolveu amarrar [a corda] à cabeça [da vítima] e na traseira da moto, pra jogar no valetão”, destacou a delegada.

“Ele falou que não lembra, que ele estava surtado. Ele entendeu que tinha matado e que tinha que dar cabo desse corpo, chegando a voltar (...) pra lavar a casa, pois estava muito ensanguentada”, completou.