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Bom dia, Segunda Feira 27 de Setembro de 2021

Geral

Morre aos 72 anos o artista plástico Clóvis Irigaray

"Clovito", como gostava de ser chamado pelos amigos mais próximos, é considerado um dos maiores artistas plásticos mato-grossenses e brasileiros

Luto na arte | 03 de Abril de 2021 as 17h 20min
Fonte: PNB Online

Morreu na manhã deste sábado (03.04), o artista plástico Clóvis Irigaray, aos 72 anos de idade, em Cuiabá. "Clovito", como gostava de ser chamado pelos amigos mais próximos, é considerado um dos maiores artistas plásticos mato-grossenses e brasileiros. A causa de sua morte ainda não foi revelada.

De acordo com familiares do artista, Clóvis estava bem até a noite desta sexta-feira (02), mas acabou falecendo enquanto dormia. Não foram divulgadas ainda informações sobre o velório e enterro. 

Natural da cidade de Alto Araguaia, Clóvis Irigaray é uma referência quando se trata de arte moderna. O artista já participou da Bienal de São Paulo, do Salão Nacional de Arte Moderna do Rio de Janeiro.

Em 2013, foi nomeado Embaixador da Artes pela Academia Francesa de Artes, Letras e Cultura e oo mesmo ano, ele foi convidado para expor suas obras no Museu do Louvre, em Paris, um dos maiores e mais conceituados do mundo. 

"Perda sem tamanho"

Para a professora do Programa de Pós-graduação em Estudos de Cultura Contemporânea da Universidade Federal de Mato Grosso e Membro da Associação Brasileira de Críticos de Arte, Ludmila Brandão, a morte de Irigaray é uma "perda sem tamanho para a cultura mato-grossense e para as artes visuais brasileiras". Para o PNB Online a professora afirma que "nada igual ao trabalho dele pode-se dizer que exista no mundo".

"(Clóvis) começou muito jovem na profissão. Sua fase mais icônica é dos anos 1970, com a série Xinguana. Trouxe naquela epoca nas suas telas uma dimensão do Brasil que poucos conheciam, uma dimensão do povo indígena, do sonho de um país inclusivo", conta a professora.

Ludmilla destaca também outra fase da carreira de Clóvis. "No final dos anos 1990, Clóvis deixou um pouco a verossimilhança e adentrou para um outro tipo de expressão, mais perto de um expressionismo, em que temos obras igualmente incríveis e magníficas".

"Não tenho palavras para dizer o quanto lamento essa perda, ao mesmo tempo só posso dizer que somos felizes de ter um artista do porte de 'Clovito' e que ele ficará para sempre na nossa história", finaliza a professora.