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Incidente

Ministério da Justiça notifica Gol para dar explicações após morte de cachorro que deveria ser trazido para Sinop

Cão foi mandado em voo para o Ceará quando deveria ter sido encaminhado para Sinop

Geral | 25 de Abril de 2024 as 13h 30min
Fonte: O documento

Foto: Divulgação

A Gol Linhas Aéreas deve prestar esclarecimentos à Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), vinculada ao Ministério da Justiça, ainda nesta quinta-feira (25), em relação ao trágico incidente envolvendo o cão Joca, que morreu após ser embarcado em um voo equivocado da companhia. O Ministério de Portos e Aeroportos e a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) também estão conduzindo investigações sobre o caso.

Joca, um golden retriever, de 4 anos de idade, morreu na última segunda-feira (22) durante o transporte aéreo no porão de uma aeronave operada pela empresa. Ele deveria ter sido entregue ao seu tutor em Sinop, mas a companhia aérea errou o trajeto e mandou o animal para Fortaleza (CE).

A Delegacia do Meio Ambiente de Guarulhos iniciou um inquérito policial para investigar a morte, conforme informado pela Secretaria da Segurança Pública (SSP). Segundo a Senacon, a Gol foi notificada na terça-feira (23) para prestar esclarecimentos sobre as circunstâncias envolvendo a morte de Joca. O prazo para a resposta, estipulado em 48 horas, se encerra nesta quinta-feira.

A empresa deverá detalhar à Senacon sua política de transporte de animais, as medidas adotadas para prevenir incidentes como o ocorrido com Joca e como está sendo realizada a reparação à família do cão. Após o trágico evento, a Gol anunciou a suspensão temporária do transporte de animais no porão das aeronaves, mantendo apenas o transporte de pequenos animais na cabine.

A comoção gerada pelo caso foi tamanha que até o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva abordou o assunto na quarta-feira (24), utilizando uma gravata estampada com cachorros em solidariedade à família dos tutores de Joca.

“O cachorro morreu porque ficou oito horas sem tomar água, preso, dentro do avião”, lamentou Lula. “Eu acho que a Gol tem que prestar contas. Eu acho que a Anac tem que fiscalizar isso, e acho que a gente não pode permitir que isso continue acontecendo no Brasil”.

No dia em que Joca deveria ter voado do Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, com destino ao Aeroporto Municipal de Sinop, no Mato Grosso, no voo 1480, seu tutor, João Fantazzini, descobriu que o cão havia sido embarcado em um voo para Fortaleza. A Gol ofereceu a João a opção de retornar a São Paulo para buscar Joca, que se encontrava em outro estado devido a um equívoco.

O tutor recebeu voos de ida e volta de Mato Grosso a São Paulo gratuitos, além de hospedagem. Ao chegar à capital paulista, foi recebido por um funcionário da Gol dentro da aeronave e oferecido alimento. No entanto, ao final, recebeu Joca sem vida dentro da caixa de transporte.

Nas redes sociais, os tutores de Joca responsabilizaram a companhia aérea pela morte do animal. “Eles deixaram o cachorro no sol na pista dentro da caixa. Nosso Joca chegou a SP e deram a notícia que ele estava morto”, lamentou Giovanna Fantazzini. “Acabou com a nossa família, ele era nossa família! Nada vai trazer o nosso Joca de volta!”

Em nota, a Gol afirmou que “lamenta profundamente” a morte de Joca e se solidariza com a dor de seu tutor. A companhia admitiu a falha operacional que resultou no embarque do cachorro no voo incorreto e garantiu que a investigação do caso está sendo conduzida com “prioridade total”.