Crime bárbaro
Mãe e filha que mataram criança que fez bullying em MG são condenadas a 30 anos
Crime aconteceu em janeiro deste ano; menina foi atraída até a casa e esfaqueada 36 vezes pelas mulheres, revoltando a cidade de Aimorés
Geral | 20 de Setembro de 2024 as 09h 55min
Fonte: O Tempo

Foram condenadas a 30 anos de prisão as duas mulheres, mãe e filha, que mataram uma vizinha de apenas 9 anos, em janeiro deste ano, que teria feito bullying contra o filho da mais nova delas, na cidade de Aimorés, na região do Rio Doce. A condenação foi proferida pelo Tribunal do Júri do município de 25 mil habitantes.
A condenação ocorreu na última quinta-feira (19 de setembro), sendo que os jurados acataram o pedido do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG). Segundo o órgão, no dia 24 de janeiro a Polícia Militar (PM) compareceu até a casa das mulheres após o companheiro de uma delas ligar para o 190 e relatar que a esposa tinha ligado e confessado o assassinato.
Na casa da família, o corpo da menina foi localizado debaixo de um tapete e com várias feridas pelo corpo. Ela foi atingida por mais de 30 facadas. Mãe e filha foram rastreadas e presas no mesmo dia em um táxi, já em outro bairro, enquanto tentavam fugir do município.
Ainda conforme o MPMG, câmeras de segurança provaram que as mulheres agiram de forma premeditada, já que, antes do crime, compraram em uma mercearia álcool e outros produtos de limpeza utilizados na casa após o assassinato.
Diante dos fatos, mãe e filha acabaram condenadas a uma pena total de 30 anos de reclusão cada, em regime inicial fechado e com cumprimento imediato da pena imposta. Elas já estavam presas desde o início do ano. Elas também deverão pagar uma indenização de R$ 100 mil aos pais da vítima, por danos morais.
Mulheres tranquilizaram família da vítima durante buscas
Ainda segundo a denúncia do MPMG à Justiça, mãe e filha agiram de forma dissimulada após o crime, tendo, inclusive, tentado tranquilizar os pais da menina morta ao descobrirem que estavam procurando pela filha.
À mãe da criança, a mulher afirmou tê-la visto brincando atrás do posto de saúde do bairro onde eles moravam. A fala ocorreu depois que a criança já tinha sido morta por elas. Em depoimento após a prisão, mãe e filha confessaram que cometeram o crime por motivo fútil, já que a morte teria sido planejada somente por elas não gostarem da forma que a menina tratava o filho de uma delas, e neto da outra, durante brincadeiras juntos.
"Sobre isso, apurou-se ainda que uma das autoras possuía histórico de agressividade, tendo sido conduzida pela polícia após agredir uma outra criança que brincava com seu neto, fato ocorrido numa escola na cidade de Baixo Guandu, no estado do Espírito Santo. O crime foi praticado por meio cruel, pois a vítima foi morta de forma escalonada, progressiva e gradual, após 36 golpes de faca", detalha o MPMG.
Criança foi atraída por promessa de presente
Os jurados também reconheceram que o homicídio foi cometido mediante traição. Isso porque a menina de 9 anos foi atraída ao local dos fatos com a justificativa de que as suspeitas iriam dar um presente para ela.
"Também foi apontado o uso de recurso que dificultou a defesa da criança. Ao entrar no imóvel, a vítima foi atacada pelas acusadas, que estavam em maior número e possuem compleição física superior. Elas usaram um travesseiro com álcool contra o seu rosto, dificultando e impedindo sua defesa", completou o órgão de Justiça.
Também foi reconhedio pelo júri a barbaridade do assassinato, que chocou a comunidade na época. Revoltadas pela brutalidade do crime, as pessoas invadiram e destruíram completamente a casa das mulheres.
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