Caso Zampieri
Justiça determina retirada de tornozeleira e devolve passaporte e CAC de empresária
Maria Angélica Gontijo ficou presa durante 30dias em Cuiabá suspeita de ser a mandante do assassinato do advogado Roberto Zampieri, em Cuiabá
Geral | 24 de Fevereiro de 2024 as 00h 13min
Fonte: O documento

A Justiça revogou todas as medidas cautelares impostas a empresária Maria Angélica Caixeta Gontijo, entre elas a retirada da tornozeleira eletrônica e reestabelecimento do passaporte e certificado de Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador (CAC). A decisão é do juiz Wladymir Perri, da 12ª Vara Criminal de Cuiabá, e foi divulgada nesta sexta-feira (23).
Maria Angélica ficou presa durante 30 dias na Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto May, em Cuiabá, acusada de ser a mandante do assassinato do advogado Roberto Zampieri, no ano passado, na Capital. Ela foi solta no dia 19 de janeira.
Na mesma decisão, o magistrado ainda determinou a restituição dos bens apreendidos com a empresária, entre eles, uma arma de fogo e diversas munições.
O juiz citou que a “acusada não foi denunciada, aliás, sequer foi indiciada, de modo que, pelo menos até este momento, é possível concluir que as suspeitas iniciais que pesavam contra ela, não foram comprovadas”.
“Desta forma, muito embora não se descarte a possibilidade do surgimento de novos elementos probatórios, fato é que não me parece razoável que a investigada permaneça com a sua liberdade restringida, enquanto aguarda que Poder Público obtenha elementos probatórios que possibilitem o seu indiciamento e eventual denunciação, permanecendo com diversos direitos tolhidos, além de estar submetida a utilização de tornozeleira eletrônica que inquestionavelmente possui um grande efeito estigmatizante aos portadores”, escreveu.
“Ainda mais se tratando de uma mulher e empresária, que foi fortemente atacada pela opinião pública ao ser relacionada a um crime de grande clamor social e, o que sem sombra de dúvidas, já lhe causou danos irreversíveis a sua imagem”, acrescentou.
O crime
O assassinato ocorreu no dia 5 de dezembro do ano passado, quando o advogado deixava o escritório Zampieri & Campos, do qual era sócio, no bairro Bosque da Saúde.
Respondem pelo crime o coronel da reserva do Exército Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas, o instrutor de tiro Hedilerson Martins Barbosa e o pedreiro Antônio Gomes da Silva. O trio está preso.
Caçadini é acusado de ter financiado o crime. Já Hedilerson é suspeito de ter intermediado o assassinato. Antônio é acusado de ser o executor.
Na semana passada, a Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa de Cuiabá (DHPP) pediu à Justiça a prisão temporária de dois novos investigados por envolvimento no assassinato.
Conforme informações divulgadas pela imprensa, mas ainda não confirmadas pela Polícia Civil, a dupla seria um casal de fazendeiros.
As investigações apontam que o assassinato foi mandado devido a uma antiga disputa familiar por terras na qual Zampieri estava envolvido.
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