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Operação Cartão-Postal

Juiz estende HC e solta mais 3 investigados de desvio de recursos na Saúde

Advogado do instituto, empresária e servidora fiscal do contrato tiveram suas prisões relaxadas

Geral | 25 de Outubro de 2023 as 11h 01min
Fonte: Jamerson Miléski

Foto: Divulgação

Mais 3 investigados pela Operação Cartão-Postal, acusados de compor uma organização criminosa com o objetivo de desviar recursos públicos investidos na saúde de Sinop, receberam liberdade. Nesta terça-feira (24), o desembargador Luiz Ferreira da Silva concedeu o HC (Habeas Corpus), relaxando as prisões de Roberta Arend Rodrigues Lopes, Jefferson Geraldo Teixeira e Elisangela Bruna da Silva.

O pedido de liberdade foi embasado na concessão do HC para o advogado e empresário Hugo Florêncio de Castilho, apontado pelas investigações como “um dos líderes” da organização criminosa. Na tarde desta sexta-feira (20), o juiz plantonista da 7ª vara criminal de Cuiabá, Pedro Sakamoto, concedeu o habeas corpus, desencarcerando o investigado mediante uma fiança de R$ 800 mil.

O desembargador Luiz Ferreira alegou que o mesmo benefício concedido ao “líder” deveria ser estendido aos demais investigados, que ocupariam postos de menor destaque ou participação na organização criminosa. O magistrado apenas ponderou que o valor da fiança arbitrado à Hugo não poderia ser o mesmo para os demais pleiteantes do HC, sob risco de terem suas liberdades cassadas por inadimplência. Sobre o lastro financeiro, o juiz lembrou que vários bens já foram sequestrados para garantir o prejuízo presumido em R$ 87 milhões.

Os 3 investigados, agora soltos, continuam proibidos de manterem contato, por qualquer meio, de forma direta ou por interposta pessoa, com os outros suspeitos, pessoas citadas na investigação e testemunhas do processo. Também não podem acessar e as unidades de saúde de Sinop ou as empresas envolvidas. Eles devem manter endereços atualizados, comparecer aos atos do processo e não se ausentar da comarca sem prévia comunicação.

Elisangela Bruna da Silva, uma das que recebeu liberdade, é servidora pública do município, lotada na secretaria de saúde, com o cargo de diretora de média e alta complexidade. Ela exercia a função de fiscal do contrato firmado com o IGPP (Instituto de Gestão e Políticas Públicas), uma empresa contratada pelo município, de forma precária, sem licitação, para gerenciar a UPA e outras unidades de saúde.

Roberta Arend Lopes, também contemplada pela extensão do HC, é empresária no município de Sinop, possuindo uma empresa de assessoria desde o ano de 2020. Segundo as investigações da Operação, sua função no esquema era indicar as contas nas quais os valores desviados seriam depositados, além de “manter as ambulâncias rodando”.

Jefferson Teixeira é advogado, sócio de Hugo e já se apresentou como representante do IGPP em certames disputados pelo Instituto. Ele já foi assistente parlamentar na Alesp (Assembleia Legislativa de São Paulo), sendo lotado no gabinete do deputado estadual Caio França (PSB), entre 2015 e 2016. Na política já atuou como secretário de governo e chefe de gabinete na prefeitura de São Vicente (SP).

Também é de São Vicente a sua “companheira” e presidente do IGPP, a dentista Fabiula Martins Lourenço. Na mesma ação que concedeu a liberdade para os 3 investigados, Fabiula teve seu monitoramento eletrônico (tornozeleira) revogado.

Dos apontados como figuras principais da organização criminosa, segundo as investigações, resta detido o ex-secretário de saúde de Cuiabá, Célio Rodrigues da Silva.