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Bom dia, Segunda Feira 27 de Setembro de 2021

Geral

Emanuel ataca bolsonaristas e esquerdistas e cria terceira via

O prefeito de Cuiabá escapa da polarização Bolsonaro x Lula pela saída da terceira via inventada

Linha humanitária | 02 de Abril de 2021 as 13h 44min
Fonte: Pedro Pinto de Oliveira- PNB Online

Comecemos pela Cultura, por anda passa a inteligência de um povo. O cuiabano chama de “bagre ensaboado” aquela pessoa dotada de agilidade para se esquivar de problemas e sair impune de situações comprometedoras. O prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), mostrou-se nesta sexta-feira santa (02/04), em entrevista à Rádio Capital 101.9, um legítimo bagre ensaboado. Usou uma inteligente estratégia para não assumir um lado e escapar da politização da pandemia, obra e graça do presidente Bolsonaro que cuida de si e desperdiça esforços no combate ao vírus. 

Emanuel criou a terceira via: batizada por ele de "linha humanitária". O prefeito declarou publicamente que não quer ser chamado de bolsonarista, “não sou negacionista”. Mas também garantiu o óbvio: não é esquerdista. Muito pelo contrário, Emanuel escapa da polarização Bolsonaro x Lula pela saída da terceira via inventada. "Enfrento a pandemia com o sentido de humanização", afirmou. Por essa lógica do prefeito de Cuiabá, podemos entender que ele acusa os bolsonaristas e os esquerdistas de serem pessoas desumanas, que só pensam em politizar o vírus e tirar dividendos eleitorais.

Emanuel escapa da polarização Bolsonaro x Lula pela saída da terceira via inventada. "Enfrento a pandemia com o sentido de humanização", afirmou.

O prefeito disse ainda, reforçando sua crítica ao negacionismo bolsonarista, que a pandemia é uma realidade, “lamentavelmente milhares de vidas foram perdidas no Brasil”. E lamentou as vidas perdidas em Cuiabá, não obstante o trabalho que, segundo ele, a sua gestão está fazendo para enfrentar o vírus e salvar vidas. “O foco precisa ser  a vacina”, garantindo que está fazendo parte que lhe cabe, no Centro-Oeste, do esforço da Frente Nacional dos Prefeitos para aumentar a aquisição de vacinas. Uma busca do tempo perdido pelo governo federal que não cuidou de comprar vacinas no ano passado.

Na sua linha humanitária, contra bolsonaristas e contra esquerdistas, Emanuel afirmou também na entrevista que não julga as pessoas pelo que dizem, mas pelo que fazem.  A exemplo do que já tinha dito em entrevista ao programa Nada Pessoal do PNB Online, o prefeito elogiou o presidente da República por ter liberado recursos para os estados e municípios ano passado, "livrando da falência governadores e prefeitos". Mas como se exime de julgar as bobagens ditas por Bolsonaro, Emanuel Pinheiro prefere não ver o que está diante dos olhos dos brasileiros: o discurso negacionista do presidente dividiu e confundiu os brasileiros. Falhou entre a "competência" na liberação de recursos e a incompetência na liderança nacional. Um fato: sobra falação e falta gestão.