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Ondas de calor

El Niño e desempenho econômico do estado fazem o consumo de energia aumentar em 9,6%

O uso mais intenso de eletrodomésticos como ventiladores e ar-condicionado alavancou a demanda

Geral | 20 de Março de 2024 as 07h 21min
Fonte: O documento

Foto: Divulgação

Em 2023, Mato Grosso consumiu 1.431 megawatts médios de energia elétrica, valor 9,6% a mais do que em 2022 e a terceira maior variação positiva do país. O estado está atrás do Maranhão (33,8%) e Acre (11,2%). O Brasil consumiu 69.363 megawatts médios de energia elétrica, 3,7% a mais do que no ano anterior. As informações são do novo estudo da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE).

As ondas de calor que atravessaram o país no segundo semestre marcado pelo fenômeno climático El Niño, que elevou as temperaturas médias no país e reduziu o volume de chuvas na região norte a partir de maio também foram responsáveis pela alta do consumo. Outro motivo também foi o bom desempenho de alguns setores da economia impulsionado tanto pelo ambiente livre como pelo regulado.

No mercado regulado, em que os consumidores compram sua energia diretamente das distribuidoras, a alta foi de 2,5%. O uso mais intenso de eletrodomésticos como ventiladores e ar-condicionado alavancou a demanda, especialmente nos últimos meses do ano, quando as temperaturas bateram recorde em boa parte do país. A migração de consumidores para o ambiente livre também impactou os resultados.

Por sua vez, o mercado livre, no qual é possível escolher o fornecedor de energia e negociar condições de contrato, o consumo avançou 5,9% no comparativo anual. O crescimento reflete uma combinação da maior atividade em alguns setores produtivos, a chegada de novos entrantes no segmento e o impacto do calor em ramos como Comércio e Serviços, que também usaram mais os equipamentos de refrigeração.

“Os dados de 2023 mostram um expressivo crescimento no consumo brasileiro em relação a 2022, o aumento da geração de energia renovável no País, além de uma ampliação do mercado livre de energia”, comentou o presidente do Conselho de Administração da CCEE, Alexandre Ramos.