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Enchente no RS

Dimensão da tragédia: enchente de RS engoliria Cuiabá, Várzea Grande, Leverger e Livramento

Parte da Baixada Cuiabana poderia ser engolida pelas águas. O raio de alagamentos poderia deixar 4 cidades destruídas

Geral | 08 de Maio de 2024 as 07h 00min
Fonte: Redação PP

Foto: Diego Vara/Reuters)

Mais de 345 municípios do Rio Grande do Sul (70% do estado), foram afetados pelas enchentes, causadas pelas fortes chuvas que atingiram a região, causando um impacto na vida de mais de 850 mil pessoas. Já parou para pensar se a tragédia que está ocorrendo lá, fosse em Mato Grosso?

Para simular como seria em Mato Grosso, vamos nos basear na área mais afetada – mesmo sabendo que vários outros municípios foram impactados – e antes é preciso entender o que agravou as enchentes na região sulista.

A região do Rio Grande do Sul mais afetada pela tragédia é o Vale do Taquari que abrange 36 municípios da parte central do estado, totalizando uma área aproximada de 4.826,7 km² de acordo com a FEE (Fundação Econômica e Estatística).

Três fenômenos se somaram para que isso acontecesse: ventos úmidos vindos da região da Amazônia, junto a uma forte frente fria presente no sul, somada a uma área de alta pressão no centro do país, bloquearam a passagem das nuvens, fazendo assim com que elas ficassem estacionadas na região, concentrando toda a chuva na área. Isso faz parte do fenômeno El Niño.

Devido ao volume de chuva muito acima do normal e o solo encharcado, as águas dos rios menores correram para o Rio Taquari, que subiu bruscamente de nível, causando as inundações das cidades que ficam às suas margens.

Outro fator que potencializou a tragédia no Vale Taquari é que as cidades estão construídas em locais chamados planícies de inundação: áreas que se alagam naturalmente com o aumento dos níveis dos rios. Cidades como Muçum, Santa Tereza, Encantado, Roca Sales, Arroio do Meio e Lajeado são exemplos.

Se Cuiabá estivesse localizada em uma área com as mesmas características e o Rio Cuiabá inundasse, a baixada cuiabana composta por Cuiabá, Várzea Grande e partes de Santo Antônio de Leverger e de Nossa Senhora do Livramento, que totalizam uma área de aproximadamente 5.051,6 km² estariam alagadas.

Lembrando que a capital mato-grossense está localizada no planalto central brasileiro, onde há o predomínio de planaltos – relevo constituído por uma superfície elevada – e depressões, o que poderia ou não intensificar o problema.

A Defesa Civil do Rio Grande do Sul atualizou para 95 o número de mortos em razão dos temporais que atingem o estado. O boletim divulgado na tarde desta terça-feira (7) ainda aponta que há outros 4 mortes sendo investigadas, 131 desaparecidos e 372 feridos.