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Desdobramentos

Decisão de desembargador teria motivado execução de Zampieri, afirma MPE

O "estopim" no conflito fundiário teria sido uma decisão que deu posse de uma área de 4,5 mil hectares ao cliente de Zampieri

Geral | 20 de Junho de 2024 as 11h 21min
Fonte: J1 Agora

Foto: Divulgação

O ministro do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Luis Felipe Salomão afirmou nesta semana que a motivação para a execução do advogado Roberto Zampieri teria sido uma decisão do desembargador Sebastião Moraes Filho sobre uma disputa de terras em Paranatinga (373 km ao sul de Cuiabá). A informação chegou ao CNJ através de uma petição do Ministério Público do Estado (MPE).

Salomão falou sobre a questão na decisão em que negou o pedido da família de Zampieri, do escritório do advogado e do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) para a devolução de seu celular, assim como a destruição de todos os dados extraídos do aparelho. 

O "estopim" no conflito fundiário teria sido uma decisão do desembargador que deu posse de uma área de 4,5 mil hectares em Paranatinga ao cliente de Zampieri. A fazenda Lagoa Azul está avaliada em R$ 5,9 milhões e a briga na Justiça durou meses, com a última decisão do caso em maio de 2023.

"Consoante informa o Ministério Público em sua peça inicial, as pessoas mencionadas na informação supra (Aníbal e Elenice) figuram efetivamente como investigadas no IP [inquérito policial] Complementar em andamento, inclusive foram decretadas as suas prisões temporárias (...) No bojo da mesma representação, o MPMT também faz referência à decisão proferida pelo desembargador Sebastião de Moraes Filho, do TJMT, que teria sido o 'estopim' para a ordem de execução da vítima", diz trecho da decisão.


Ao negar a devolução do celular, o ministro determinou ainda que o juiz auxiliar Wellington da Silva Medeiros seja o único responsável pelos materiais extraídos do aparelho. "Para a Secretaria Processual do CNJ, determino a instauração de pedido de providência, que tramitará sob sigilo, para o registro e tratamento das informações encaminhadas pelo Juízo da 12ª Vara Criminal de Cuiabá, devendo figurar nos polos ativo e passivo a Corregedoria Nacional de Justiça". 

 

Assassinato

Roberto Zampieri foi executado com 10 tiros em 5 de dezembro de 2023, em frente ao seu escritório no bairro Bosque da Saúde, em Cuiabá. Câmeras de segurança na rua onde ocorreu o crime registraram a movimentação do assassino, que usou uma caixa revestida com um saco plástico para esconder a arma e abafar o som do tiro.

Apontado como executor do homicídio, Antônio Gomes, segundo as investigações, recebeu R$ 40 mil pelo trabalho. Ele monitorou os passos do advogado por 30 dias para escolher o melhor momento para cometer o crime. Além de Antônio foram indiciados pelo assassinato Hedilerson Barbosa, que seria o suposto intermediador entre o mandante e o criminoso e que também forneceu a arma, e Etevaldo Caçadini, suposto financiador do crime.