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Bom dia, Segunda Feira 20 de Setembro de 2021

Geral

Agronegócio vai entrar na produção de vacinas

Empresas fármaco-veterinárias são intimadas pela Anvisa a produzir insumos

Covid-19 | 08 de Abril de 2021 as 15h 57min
Fonte: Redação

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) já notificou 4 empresas que fabricam produtos para saúde animal interessadas em produzir o Insumo Farmacêutico Ativo (IFA) – base para as vacinas contra a Covid-19. A proposta de utilização dessas plantas industriais foi apresentada pelo senador Wellington Fagundes (PL-MT), relator da Comissão Temporária do Senado.

Segundo a diretora Meiruze Souza Freitas, foi solicitado aos laboratórios, vinculados ao Sindicato Nacional das Indústrias de Produtos para Saúde Animal (Sindan), uma primeira avaliação sobre capacidade e estrutura de produção. A ANVISA pediu ainda relatórios internos de auditoria. “De forma que a gente faça uma avaliação prévia, para posterior visita in loco se necessário”, disse a diretora, durante debates na Comissão do Senado.

“No momento, a Anvisa aguarda as informações dessas empresas para continuar o andamento do processo. Já nos reunimos com o Ministério da Agricultura. A partir desse primeiro mapeamento, teríamos uma ideia da necessidade de adequações ou não, em especial também envolvendo o setor farmacêutico do Brasil, colocando essas empresas em contato, já agendando reuniões envolvendo os dois setores, em especial também o setor de laboratórios nacionais” – ela explicou, ante os questionamentos feitos pelo relator.

Entre as plantas laboratoriais com classificação NB3+ que podem, com pequenos ajustes, produzir vacinas contra a Covid-19, estão a Merck & Co. ou Merck Sharp & Dohme, empresa farmacêutica, química e de ciências biológicas global presente em 67 países; Ceva Brasil, que dispõe de quatro centros internacionais principais, com 19 centros regionais de produção pelo mundo, e a Ouro Fino, que exporta produtos para vários países.

Na audiência no Senado, o diretor-executivo do Sindicato das Indústrias, Emílio Salani, informou que a entidade já fez o levantamento de todas as empresas que estão com disponibilidade para produzir vacinas inativadas contra coronavírus e que informações já foram disponibilizadas ao Ministério da Agricultura e à ANVISA. Ele reafirmou que “vencidas essas barreiras iniciais”, as empresas reúnem condições e experiência possíveis de colocar, em menos de 90 dias, IFAs para que sejam envasados.

“Nós temos capacidade de produzir um volume significativo de vacinas. Iniciamos agora, em maio, uma vacinação contra a aftosa de 200 milhões de doses. Essa vacina já está produzida. Conseguimos não só produzir como distribuir. Se considerarmos as quatro vacinas obrigatórias do Ministério de Agricultura, nosso volume anual é em torno de 600 a 700 milhões de doses distribuídas e indivíduos vacinados”, enfatizou.