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Novo modelo

Federação Mato-Grossense de Futebol: chapa de Diogo Pécora apresenta propostas

Candidato quer modelo de gestão participativa, com foco na valorização do campeonato, ampliação dos patrocínios e alinhamento com a CBF

Esporte | 29 de Novembro de 2025 as 13h 02min
Fonte: Metrópoles

Foto: Reprodução

A poucos dias da eleição para a presidência da Federação Mato-Grossense de Futebol (FMF), marcada para 2 de dezembro, a chapa “Unidos pelo Avanço” apresentou seu Plano de Gestão 2025–2029. Liderado por Diogo Pécora, o grupo pretende implementar um novo modelo de governança para o futebol do estado, com foco em transparência, descentralização e fortalecimento técnico dos clubes.

Entre os principais pontos apresentados no Plano de Gestão, estão a adoção de uma rotina anual de planejamento e prestação de contas, reuniões periódicas de monitoramento com os clubes, e a elaboração conjunta do calendário estadual. O modelo propõe participação direta dos filiados na definição de prioridades, regras de competição e metas de médio e longo prazo.

Segundo Pécora, a proposta é garantir previsibilidade e segurança para os clubes, criando uma estrutura institucional mais sólida: “Uma gestão conectada com as prioridades dos clubes e ligas, alinhada às diretrizes da CBF, para impulsionar o futebol de Mato Grosso a um novo patamar de organização e desenvolvimento”.

O Plano de Gestão elenca como valores fundamentais a integridade e ética, a gestão democrática, a valorização do futebol no interior, a cooperação institucional com CBF e federações e o profissionalismo com metas claras e planejamento estruturado.

Dirigentes

Para Cristiano Dresch, dirigente do Cuiabá, esses pilares fortalecem a relação entre os clubes e a federação: “Ter clareza nos processos e um planejamento transparente cria um ambiente de confiança para todos. A valorização da integridade e da parceria institucional são fundamentais para que o futebol de Mato Grosso continue avançando.”

Bruno Manfio, dirigente do Primavera, reforçou a importância da gestão democrática: “A federação não pode ser uma caixa-preta. O que está no plano do Diogo é o que vivemos nos clubes todos os dias: planejamento, clareza e participação. Ter reuniões temáticas, calendário fixo, prestação de contas… isso muda tudo.”

Já Alex Melo, do Campo Novo, apontou o valor da representatividade como elemento central: “Quando falam que é um plano democrático, não é da boca pra fora. O projeto propõe escutar as ligas, as cidades menores, trazer os filiados para decidir juntos. É o contrário do que a gente viveu por anos.”

Diretrizes estratégicas

A proposta apresentada pela chapa “Unidos pelo Avanço” está organizada em cinco diretrizes estratégicas: apoio logístico aos clubes, acesso às divisões nacionais, conexão com o mercado, interiorização da gestão e fortalecimento do futebol de base.

Márcio Lacerda, representante do Cáceres, destacou o foco em deslocamento e logística: “Nosso maior desafio no interior é o custo pra jogar. A proposta de apoio logístico, com redução de despesas e suporte técnico, é o que vai viabilizar mais clubes participando de forma digna.”

Denilson Lima, do Sport Sinop, ainda destacou a importância da interiorização: “O plano fala em integração estadual, fomento regional e diálogo com lideranças locais. Isso é fundamental. Hoje a federação precisa estar onde o futebol acontece — não só em Cuiabá.”

Ciro Campos, do Santa Cruz, aproveitou para reforçar o impacto da previsibilidade para quem gere um clube pequeno: “Com regras claras e calendário definido com antecedência, conseguimos planejar melhor. Saber as datas, os critérios, ter transparência… tudo isso dá segurança pra investir na base e montar elenco.”

Para Waldisney, dirigente do Uirapuru, a proposta representa um reposicionamento do futebol mato-grossense: “A gente precisa pensar grande. O planejamento estratégico que está no plano prepara os clubes para competir fora do estado. É disso que o futebol de MT precisa: visão e estrutura.”

Conexão com o mercado e profissionalização

Outro ponto enfatizado no encontro foi a modernização da gestão comercial da FMF, com o objetivo de atrair novos patrocinadores, valorizar a marca do futebol mato-grossense e ampliar a presença institucional no cenário nacional.

“Com um plano estruturado, calendário definido e metas bem claras, conseguimos mostrar aos patrocinadores que o futebol do estado é um bom investimento. É isso que o mercado espera: organização, visibilidade e profissionalismo”, avaliou Cristiano Dresch, do Cuiabá.

Compromisso com a base e desenvolvimento regional

O estímulo ao futebol de base também aparece com destaque no plano. A proposta da chapa prevê um calendário dedicado às categorias de formação, apoio técnico e inclusão de jovens de diferentes regiões do estado.

“O futebol de base não pode ser enxergado como despesa. É investimento no futuro do estado”, defendeu Bruno Manfio. “A proposta do Diogo é dar visibilidade, calendário e incentivo real para que os clubes revelem jogadores sem precisar sair de MT.”

Para Jader Ribas, presidente do Academia de Rondonópolis, o fortalecimento da base é uma forma de dar sustentabilidade ao futebol regional. “Quando a base é tratada como prioridade, todo o sistema ganha. A formação de atletas precisa ter calendário próprio, apoio técnico e olhar estratégico. O plano apresentado aponta exatamente nesse sentido.”

Alex Melo, do Campo Novo, completou: “Quando a gente fala em base, fala em oportunidade. O que está no plano é criar esse ambiente de desenvolvimento desde a infância até o profissional.”

Expectativa

A eleição da FMF irá definir os rumos da federação pelos próximos quatro anos, já que a disputa opõe dois projetos com visões distintas sobre o papel da entidade. Entre os filiados, cresce a expectativa por uma mudança que represente mais participação, integridade e profissionalismo.

“A nossa proposta não é sobre um grupo ou uma região, mas sobre um novo ciclo para todo o futebol mato-grossense. O plano que apresentamos nasce da escuta, da realidade dos clubes e da convicção de que é possível ter uma federação transparente, participativa e conectada ao que o futebol exige hoje”, concluiu Diogo Pécora.

A votação acontece no dia 2 de dezembro e deve definir qual modelo de gestão guiará a FMF pelos próximos quatro anos