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UFMT Sinop já formou 348 médicos

Volume de profissionais formados corresponde a mais da metade dos médicos que atuam no município

Educação | 09 de Janeiro de 2026 as 16h 45min
Fonte: Jamerson Miléski

Divulgação

Em 2026 o curso de Medicina da UFMT (Universidade Federal de Mato Grosso), do campus Sinop, completa 12 anos de existência. Em março desse ano a instituição conclui a formação da 7ª turma de Medicina, alcançando a marca de 348 profissionais graduados.

A informação é da coordenadora do curso de Medicina da UFMT Sinop, Carla Galvan, que também faz parte do grupo de profissionais da saúde que passou pelas cadeiras da instituição, se formou e hoje atua em Sinop. “A maior parte dos alunos do curso de Medicina não são de Sinop. São estudantes de outros estados que buscam no interior do Mato Grosso sua formação, mas que acabam se estabelecendo em Sinop depois da graduação, atuando como médicos”, conta Carla.

Essa função de criar quadros locais faz parte da gênese do curso. A implantação da Medicina na UFMT de Sinop foi na esteira do Programa Mais Médicos, que visava aumentar a presença de médicos no interior do Brasil. De acordo com os registros do CRM (Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso), quando o curso foi implantado, em 2013, Sinop tinha pouco mais de 300 médicos em atividade. Em janeiro de 2025 o CRM aponta 671 médicos estabelecidos no município. O volume de profissionais formados pela UFMT corresponde a 51% dos médicos em atividade.

A soma não é direta, mas o efeito doméstico é real. Segundo Carla é muito comum que os acadêmicos formados na UFMT façam uma especialização em outra cidade e depois regressem para Sinop. “Nas principais unidades de saúde da cidade e também da região é possível encontrar médicos que não eram de Sinop, foram formados na UFMT e agora atuam no Norte de Mato Grosso”, pontuou a coordenadora.

A estimativa é de que um a cada 3 médicos formados na UFMT Sinop se estabelece na região. Os motivos, aponta Carla, vão desde o proeminente mercado de trabalho local até o vínculo que os estudantes acabam fazendo com os profissionais já estabelecidos durante os estágios. “A interação prática com os estabelecimentos de saúde começa cedo na Medicina da UFMT. A partir do 4º ano, nos dois últimos anos da graduação, toda a formação é fora da sala de aula, nos hospitais, clínicas e postos de saúde da cidade”, explica Carla.

Atualmente o “box” do Hospital Regional de Sinop – como é chamada a ala de urgências e emergências – é formado principalmente por ex-acadêmicos da UFMT. A “porta” de entrada do Hospital Filantrópico Santo Antônio também é de médicos formados na cidade. Os ex-UFMT também estão em clínicas privadas, home care e serviços de socorro. “São facilmente absorvidos pelo mercado de trabalho em razão da qualidade da formação profissional”, afirma Carla.

Alguns fatores contribuem para a boa formação. O corpo docente da universidade é formado pelos principais especialistas da região. São médicos de reputação, que conhecem a realidade local e compartilham seu conhecimento em sala de aula. A prática é outro ponto ressaltado pela coordenadora. Através do curso foram montados dois ambulatórios em um anexo a UBS do Cidade Jardim. Nessa unidade médicos professores fazem atendimentos especializados em Dermatologia, Pneumologia, Gastroenterologia, Reumatologia, Neurologia, Psiquiatria e Coloproctologia. Nesses ambulatórios apenas casos mais complexos são recepcionados, gerando um material de estudo avançado para os futuros médicos. “Os professores conduzem o atendimento ao paciente e discutem os casos com os alunos. Isso gera conhecimento prático e ainda ajuda a reduzir a fila do SUS por atendimentos especializados”, revelou Carla.

Outro ponto alto do Curso de Medicina da UFMT Sinop são os projetos de extensão. Carla citou o bem conhecido “De Olho no Futuro”, em parceria com o Hospital Dois Pinheiros, que ajuda a detectar e tratar problemas de visão em crianças. Já o UFMT Xingu leva atendimento médico aos indígenas que habitam o parque nacional. Outro projeto de extensão de destaque é o “Capture”. “Pacientes que sofreram fraturas são ‘capturados’ pelos acadêmicos desse projeto, que percorrem as unidades de saúde do município em busca desses pacientes. O objetivo é promover o tratamento para osteoporose, que muitas vezes no atendimento de urgência e emergência não é detectado e também não é tratado. Então esses pacientes com fratura são o público-alvo para receber o tratamento de osteoporose”, ensina a coordenadora.

 

Nova safra

No dia 19 de janeiro serão abertas as escolhas de vagas do SISU (Sistema de Seleção Unificada). É o momento em que os estudantes pegam suas notas do ENEM e começam a procurar uma universidade para cursar.

A UFMT de Sinop deve ser o alvo de quem busca a graduação em Medicina. Segundo Carla, nessa selação estão dispostas 60 vagas para Medicina na UFMT. Na seleção anterior, 2025, o ponto de corte do curso foi de 789,58 – um pouco abaixo apenas da UFMT de Cuiabá, com 792,66. Os dois cursos são os mais concorridos da instituição.

E porquê os alunos escolhem Sinop? Carla cita a segurança de Sinop (mais tranquila do que uma grande capital), o custo de vida e a qualidade do curso. A UFMT ocupa a posição de número 38 na lista das melhores Universidades do Brasil.

A infraestrutura e a rede de apoio também conta. A UFMT Sinop conta com um laboratório de simulação onde é possível emular todos os tipos de atendimentos médicos, em situações adversas. A instituição também conta com Auxílio Permanência e Bolsas de Monitoria e Pesquisa – que permitem o acadêmico ter uma ajuda financeira para se manter estudando. Além disso o campus tem um Restaurante Universitário, que reduz os custos com alimentação. “A evasão do curso de Medicina da UFMT é perto de zero”, afirma Carla.