Enamed
Por uma fração, curso de Medicina de Sinop não tem nota máxima
89,7% dos acadêmicos que estão se formando demonstraram domínio avançado da área
Educação | 20 de Janeiro de 2026 as 10h 44min
Fonte: Jamerson Miléski

Faltou apenas 0,3% para que o curso de Medicina da UFMT (Universidade Federal de Mato Grosso), campus Sinop, alcançasse a nota 5 na avaliação do Enamed (Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes de Medicina). A avaliação realizada pelo Ministério da Educação mede a qualidade dos 351 cursos superiores de medicina existentes no Brasil, classificando as instituições com notas entre 1 a 5. A UFMT de Sinop ficou com nota 4 - mas por muito pouco.
As estatísticas do MEC mostram que dos 59 acadêmicos de Medicina da UFMT Sinop que estão às vésperas de se formar, 58 fizeram a prova do Enamed. Destes, 52 alunos alcançaram resultados iguais ou acima da proficiência. Com o resultado o curso alcançou um percentual de 89,7% de proficiência, o que lhe conferiu a nota 4. Caso chegasse aos 90% receberia o conceito 5.
O desempenho do campus foi melhor do que da matriz. O curso de Medicina da UFMT Cuiabá também obteve nota 4. No entanto o percentual de alunos que demonstraram proficiência foi menor. Dos 76 acadêmicos da capital, 75 fizeram a prova e 64 alcançaram a marca de aprovação - o que resultou em 85,3% de alunos proficientes - com alto conhecimento da área a qual estão se formando.
As provas são aplicadas em alunos que estão concluindo o curso de Medicina e os resultados podem ser aproveitados em processos seletivos de programas de residência médica. Para a coordenadora do curso de Medicina da UFMT Sinop, Carla Galvan, o desempenho da instituição na avaliação evidencia a dedicação dos acadêmicos, a qualidade da formação e dos professores. “Mostra que os alunos estão saindo do curso bem preparados para atuar como médicos, o que mostra a dedicação dos acadêmicos, a qualidade da formação e o benefício de forma geral para a sociedade, que terá bons profissionais”, pontuou a coordenadora.
Panorama de Mato Grosso
Entre as instituições de ensino superior de Mato Grosso que ofertam o curso de Medicina, as ligadas a UFMT tiveram o melhor desempenho. Além dos resultados nos campi de Cuiabá e Sinop, a UFR (Universidade Federal de Rondonópolis), recém emancipada da UFMT, também alcançou a nota 4 - com um percentual um pouco mais baixo de proficiência: 83,9%.
A Medicina da Unemat, em Cáceres, teve nota 3 - com uma proficiência de 63,3%. O Centro Universitário de Várzea Grande (Univag) também obteve nota 3 - proficiência de 69,1%
Os piores desempenhos foram das instituições privadas. A Unic (Universidade de Cuiabá) obteve nota 2. Apenas 45% dos seus acadêmicos demonstraram ter conhecimento necessário para atuar como médicos.
O resultado da Unic só não foi pior que da Estácio/Fapan (Centro Universitário Estácio do Pantanal), de Cáceres. O curso de medicina da faculdade privada teve nota 1. A prova mostrou que apenas 15,4% dos alunos que estudam na instituição alcançaram a proficiência. Dos 26 acadêmicos que fizeram a prova, só 4 demonstraram ter o conhecimento necessário.
As instituições que não atingiram o desempenho mínimo de proficiência (60% dos estudantes aprovados) estarão sujeitas a medidas rigorosas anunciadas pelo ministro da Educação Camilo Santana. No caso da Estácio/Fapan (nota 1), a penalidade prevista é a suspensão total do ingresso de novos estudantes. Já para a Unic (nota 2), haverá redução obrigatória no número de vagas oferecidas.
O Enamed
O Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica será realizado anualmente, com início em 2025, unificando as matrizes de referência e os instrumentos de avaliação no âmbito do Enade para os cursos de medicina e da prova objetiva de acesso direto ao Enare. O novo exame possui relevância estratégica nacional, no escopo da avaliação da formação médica no Brasil, e seus resultados impactam diretamente o Sistema Único de Saúde (SUS) e o ingresso de novos médicos no mercado de trabalho.
O novo resultado, baseado em padrões de desempenho, traz um aperfeiçoamento importante na avaliação desses cursos, permitindo que os cursos de medicina passem a ter resultados divulgados em uma escala interpretativa dos padrões de desempenho esperados ao final da graduação. Aliado à periodicidade anual, o formato permitirá o monitoramento da qualidade dos cursos de medicina ao longo dos anos.
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