Inflação local
Tudo ficou mais caro em Sinop no último mês
Dados mostram aumento dos preços em todos os grupos de consumo
Economia | 14 de Maio de 2026 as 08h 45min
Fonte: Jamerson Miléski

Pelo segundo mês consecutivo, todos os 9 grupos da cesta de consumo “médio” de Sinop tiveram alta nos preços. É o que aponta o levantamento realizado pelo departamento de Economia da Unemat, em parceria com a CDL Sinop, que monitora os índices de inflação local. O relatório sobre a alteração nos preços ao consumidor do mês de abril mostra uma alta geral de +0,73%.
O índice é menor que no mês anterior, março, quando a inflação local chegou a +0,97%, mas confirma uma escalada nos preços. No mês de abril, o grupo com maior alta nos preços foi alimentação, com uma inflação média de + 1,45%. No mês anterior o mesmo grupo teve um aumento de + 1,76%. Ou seja, em dois meses, a alimentação em Sinop ficou 3,21% mais cara.

O levantamento aponta a alta no preço dos combustíveis como o responsável pela inflação generalizada. Em março, o grupo Transportes subiu +1,81% e em abril nova alta: +0,91%. Como o principal modal de transporte é rodoviário, o aumento dos combustíveis impacta toda a cadeia.
Saúde aumentou +0,89%, Artigos de Residência +0,46%, Habitação 0,32%, Despesas Pessoais +0,28%, Vestuário +0,21% e Educação +0,11%. A menor alta foi no Grupo Comunicação, com +0,02%.
A relação entre o aumento do combustível e a alta nos preços fica ainda mais evidente no preço da Cesta Básica – monitorada pelo departamento desde 2013. No mês de abril, o preço médio de uma Cesta Básica em Sinop, com os 13 itens em quantidades suficientes para nutrir um humano adulto por um mês, subiu +2,27%. Em março já havia sido registrada uma alta de +2,47% nesses alimentos. Em dois meses, a comida mais básica subiu +4,74% - mais do que a inflação acumulada nos últimos 12 meses.
Com isso o preço médio da Cesta Básica passou de R$ 848,64 em fevereiro para R$ 889,32 em abril. Os alimentos que compõem a cesta e que dependem muito do transporte foram os que tiveram maior alta. É o caso do leite, transportado por caminhões das propriedades até os laticínios e então para os supermercados. Esse alimento básico ficou +9,12% mais caro em abril. O mesmo se aplica ao tomate (+18,65%) e a batata (+8,74%).
Entre as Cestas Básicas acompanhadas pelo departamento, a de Sinop continua sendo a segunda mais cara, perdendo apenas para São Paulo, que no último mês teve um custo médio de R$ 906,14.

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