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Sistema de pagamento

Novas regras de segurança do Pix entram em vigor hoje; veja o que muda

Norma do Banco Central amplia prazo para contestar devoluções feitas pelo MED em casos de suspeita de fraude; entenda como funciona a nova regra

Economia | 01 de Setembro de 2026 as 14h 20min
Fonte: Tech Tudo

Foto: Mariana Saguias/TechTudo

Novas regras de segurança do Pix entram em vigor nesta terça-feira (1º). A partir de agora, o prazo para contestar uma devolução considerada fraudulenta pelo Mecanismo Especial de Devolução (MED) passa de 30 para 80 dias. A mudança amplia o período disponível para questionar casos em que há suspeita de uso indevido do mecanismo. O ajuste integra uma série de medidas adotadas pelo Banco Central do Brasil para reforçar o combate a fraudes e a recuperação de valores no sistema de pagamentos. A seguir, veja o que muda.

Índice

  • O que muda no Pix a partir de 1º de setembro?
  • Como funciona o prazo de 80 dias para contestar um Pix?
  • O que é o Mecanismo Especial de Devolução (MED)
  • Como a nova regra pode ajudar vítimas de golpes no Pix?
  • A mudança vale para todo mundo?
  • O que acontece depois que uma contestação é feita?
  • O que fazer se cair em um golpe no Pix?

O que muda no Pix a partir de 1º de setembro?

A nova regra amplia o período disponível para questionar uma devolução feita pelo MED quando houver suspeita de fraude por parte do usuário que originalmente enviou o Pix e posteriormente recebeu o dinheiro de volta pelo mecanismo.

É o caso, por exemplo, de um pagamento legítimo contestado indevidamente pelo pagador para tentar obter a devolução do valor. Com a mudança, o recebedor original passa a contar com um período maior para procurar sua instituição financeira e questionar a operação.

A alteração foi estabelecida pela Instrução Normativa BCB nº 766, que modificou regras do MED. Outros ajustes previstos pela norma entraram em vigor em 10 de agosto e alteraram etapas relacionadas às notificações de infração e à recuperação de valores.

Como funciona o prazo de 80 dias para contestar um Pix?

A nova regra pode causar certa confusão, isso porque o MED passa a envolver dois prazos de 80 dias em situações diferentes. O primeiro já existia: quem envia um Pix em decorrência de fraude, golpe ou crime pode solicitar a abertura do mecanismo em até 80 dias após a transação.

A novidade diz respeito ao caminho inverso. Se o dinheiro for devolvido pelo MED e houver suspeita de que o pagador tenha usado o mecanismo de maneira fraudulenta, o recebedor original também terá até 80 dias para contestar a devolução. Antes, esse prazo era de 30 dias.

Os períodos, portanto, partem de operações diferentes. Para a vítima que enviou dinheiro em uma fraude, os 80 dias são contados a partir do Pix original. Na contestação de uma devolução considerada fraudulenta, a contagem começa a partir da transação que devolveu os recursos.

O que é o Mecanismo Especial de Devolução (MED)

O MED é uma ferramenta de segurança exclusiva do Pix criada pelo Banco Central do Brasil para facilitar a recuperação de dinheiro em casos de fraude, golpe ou crime. O mecanismo também pode ser acionado em determinadas situações de falha operacional das instituições participantes do sistema.

A ferramenta não funciona como um cancelamento de transferência. Por isso, não pode ser usada quando o usuário se arrepende de uma compra, envia dinheiro para a pessoa errada ou enfrenta um desacordo comercial sem indícios de fraude.

Importante mencionar que acionar o MED também não garante que o dinheiro será recuperado. O resultado depende da análise das instituições financeiras e da disponibilidade de recursos nas contas envolvidas.

Como a nova regra pode ajudar vítimas de golpes no Pix?

O prazo maior permite identificar e contestar uma devolução obtida de forma fraudulenta. A proteção pode beneficiar, por exemplo, comerciantes, prestadores de serviços e outros usuários que receberam legitimamente pelo Pix, mas tiveram o valor posteriormente devolvido ao pagador por meio do MED.

A alteração faz parte de uma série de mudanças recentes no mecanismo. Entre elas está a possibilidade de rastrear recursos transferidos para outras contas depois do Pix original. A medida busca dificultar a estratégia de criminosos que movimentam rapidamente o dinheiro para reduzir as chances de bloqueio e recuperação.