Mercado aquecido
Mato Grosso cria 18,7 mil empregos formais em janeiro de 2026
Com isso, o estado se tornou o segundo no país com maior criação de empregos, perdendo apenas para Santa Catarina, com 19 mil.
Economia | 04 de Março de 2026 as 13h 30min
Fonte: Redação G1-MT

A economia mato-grossense criou 18,7 mil empregos formais em janeiro deste ano, de acordo com comunicado divulgado nesta terça-feira (3) pelo Ministério do Trabalho e Emprego. Com isso, o estado se tornou o segundo no país com maior criação de empregos, perdendo apenas para Santa Catarina, com 19 mil.
Os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados consideram os trabalhadores com carteira assinada, ou seja, não incluem os informais.
Os setores que puxaram o desempenho no estado foram:
- agropecuária, com saldo positivo de 10 mil;
- construção, com 1,6 mil
- indústria, com 1,1 mil
- serviços, com 5 mil
- comércio, com 844
Já em desligamentos foram contabilizados 51,090, enquanto em admissões foram 69,821, em janeiro deste ano.
Apesar do mercado aquecido na agropecuária, analistas do Banco do Brasil esperam um Produto Interno Bruto (PIB) do estado um pouco menor do que no ano passado, e o que deve pesar nesse desempenho é justamente a agropecuária.
A estimativa do PIB deste ano está em torno de 2,2%, de acordo com a pesquisa mensal Resenha Regional do Banco do Brasil. Em 2025, o PIB do estado alcançou 6,4%.
A explicação para essa diferença ocorre em razão de uma correção natural que acontece de um ano para outro depois do recorde da safra de grãos de 2024/2025.
Ainda assim, o agro continua sustentando a economia do estado em todos os sentidos. Isso porque quase 40% da economia do estado acontece da porteira para dentro, com a agricultura e pecuária, e tem a cadeia da indústria altamente dependente do agro, quase 50% da produção industrial depende de alimentos e 10% é de biocombustível.
Já a diversificação de mercado veio depois do tarifaço implementado pelo presidente norte-americano Donald Trump, que agora dobrou a aposta com uma tarifa global.
A expectativa dos produtores para os próximos anos, contudo, passa pelo acordo entre Mercosul e União Europeia, que deve criar a maior zona de livre-comércio do mundo.
Esse tratado deve beneficiar Mato Grosso com a redução tarifária, acesso ampliado aos mercados, novas tecnologias europeias e estímulo à agroindustrialização do estado. O novo acordo ainda vai derrubar barreiras tarifárias que, hoje, punem os produtos processados.
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