Enquanto o mercado global de refrigerantes cresce em ritmo moderado e a frequência de consumo do produto recua nas capitais brasileiras, as versões sem açúcar ganham espaço entre os consumidores. É nesse segmento, impulsionado pela tendência de busca por bem-estar e controle de peso, que a Coca-Cola lançará em setembro sua versão Zero Açúcar e Zero Cafeína no mercado brasileiro. Com isso, a companhia pretende elevar a frequência de consumo da marca, sobretudo no período noturno.
A variante estreou na Espanha em 2010 e chega à América Latina 16 anos depois. A Coca-Cola atribui o intervalo à expansão gradual do produto, inicialmente concentrado em mercados europeus, e à mudança dos hábitos da população. Atualmente, a bebida também é vendida no Reino Unido, Países Baixos, Itália, Portugal, Bélgica e Austrália. O mercado espanhol é aquele em que a versão tem maior peso nas vendas locais da marca.
Além do Brasil, Chile e México receberão o refrigerante ainda neste ano. Argentina e Uruguai estão previstos para 2027. O mercado brasileiro já lidera mundialmente as vendas de Coca-Cola Zero e é o quarto maior mercado da Coca-Cola Company.
“Cada vez mais temos uma população brasileira que, até mais do que a média global, se preocupa com os ingredientes e com a quantidade que consome. As necessidades mudam, e o portfólio precisa acompanhar essas mudanças”, afirma a diretora de marketing da marca Coca-Cola no Brasil, Raquel Ribeiro, no cargo desde outubro de 2025.
Estimativas da consultoria OG Analysis mostram que o volume global consumido de refrigerantes passou de 199,6 bilhões de litros, em 2018, para mais de 222 bilhões em 2024, crescimento médio de cerca de 1,8% ao ano.
