Região vulnerável
Brasil pode perder 18% do PIB até 2050 com crise climática, diz estudo
Economia | 10 de Junho de 2025 as 08h 01min
Fonte: CNN Brasil

O Brasil está em segundo lugar na lista de regiões mais vulneráveis economicamente às mudanças climáticas, segundo projeção divulgada no relatório Landing the Economic Case for Climate Action with Decision Makers, publicado pela Universidade de Cambridge e o Boston Consulting Group (BCG), em março de 2025. A estimativa é de que o país poderá perder 18% do Produto Interno Bruto (PIB) até 2050 caso a atual trajetória de aquecimento global — estimada em 3 °C até o fim do século — não seja revertida.
A projeção coloca o Brasil atrás apenas do Oriente Médio, que lidera o ranking global com perda estimada de 19% do PIB. O levantamento considerou dados do NGFS (Network for Greening the Financial System) e avaliou os impactos econômicos diretos e indiretos da elevação da temperatura média global em cada região.
Ranking global de perdas estimadas de PIB até 2050:
Oriente Médio: –19%
Brasil: –18%
Índia: –17%
Ásia: –16%
África: –16%
Austrália: –15%
América Latina: –14%
China: –14%
Estados Unidos: –10%
Europa: –9%
O relatório destaca que os danos econômicos decorrem principalmente da perda de produtividade e da redução da acumulação de capital, mais do que da destruição física causada por desastres naturais. Setores como agricultura, infraestrutura e indústria serão especialmente impactados em países tropicais e emergentes.
Os autores alertam que os efeitos já são perceptíveis antes de 2050, e que as perdas econômicas tendem a se intensificar. Segundo o estudo, limitar o aquecimento global a menos de 2 °C, conforme o Acordo de Paris, pode reduzir drasticamente essas perdas — mas para isso seriam necessários investimentos significativos e urgentes em mitigação e adaptação.
O relatório reforça ainda que o custo da inação climática é muito superior ao custo de agir. A estimativa é que deixar de agir resultará em perdas de até 27% do PIB global acumulado até 2100, enquanto as ações necessárias para conter os danos custariam entre 1% e 2%.
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