Mercado internacional
Abicom: Petrobras já poderia aumentar gasolina em R$ 1,22 e diesel em R$ 2,74
Segundo a entidade, sem o reajuste da Petrobras as refinarias privadas poderiam suspender as importações e colocar em risco o abastecimento do mercado doméstico
Economia | 10 de Março de 2026 as 13h 22min
Fonte: Isto é

A disparada recente dos preços do petróleo no mercado internacional está aumentando ainda mais a defasagem entre os valores dos combustíveis praticados no exterior e no mercado doméstico. Dados atualizados da Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom) mostram que com o petróleo acima de R$ 100 o barril, o litro da gasolina já poderia estar R$ 1,22 mais cara em média nas refinarias brasileiras, enquanto o diesel teria espaço para subir R$ 2,74 o litro.
A escalada das tensões no Oriente Médio paralisou o mercado de diesel importado no Brasil. Diante do temor de que a Petrobras não repasse os preços internacionais dos derivados para o mercado interno, os importadores suspenderam as compras – uma vez que o preço a ser vendido no Brasil ficaria inviável.
Sem o combustível importado, a Abicom já não descarta a possibilidade de o desabastecimento se tornar uma realidade. Segundo a entidade, os atuais níveis de estoque no Brasil são suficientes para garantir a demanda por apenas 15 dias. O diesel importado responde por cerca de 25% da oferta do combustível no Brasil, com a parcela restante sendo produzida por refinarias locais, principalmente a Petrobras.
A defasagem do diesel vendido pela Petrobras no Brasil em relação ao praticado no mercado externo atingiu um novo recorde, de 85%, segundo a Abicom. Esse patamar abre espaço para uma alta de R$ 2,74 por litro, o que teria impacto direto na inflação no Brasil. A estatal está há mais de 300 dias sem reajustar o diesel.
A Petrobras historicamente evita repassar imediatamente a volatilidade global aos preços locais, segundo reiterou a recentemente presidente da petroleira, Magda Chambriard. Na ocasião, fontes da companhia também disseram que a Petrobras monitorava de perto os desdobramentos do conflito e previa uma semana de observação no mercado de petróleo antes de uma eventual decisão sobre reajuste.
Um cenário sem reajuste poderia desincentivar distribuidores e importadores independentes a importar o combustível, reduzindo a disponibilidade do produto no país.
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