Bom dia, Quarta Feira 21 de Abril de 2021

Política

Produtor rural e médico devem brigar na justiça por vaga aberta com a morte de deputado

Mato Grosso | 15 de Março de 2021 as 14h 41min
Fonte: Redação

Foto: Divulgação

O PSL deve enfrentar um embate judicial entre o primeiro e segundo-suplente do partido pela vaga do deputado estadual Silvio Fávero (PSL), que faleceu no último sábado (13.03) em decorrência da covid-19. A briga está entre o primeiro-suplente, o pequeno produtor agropecuário Gilberto Cattani, e o médico Emilio Pópulo, segundo-suplente.

Com menos de 48 horas da morte do deputado, o médio já anunciou que deve entrar na justiça. Ele alega que no ano passado Catani saiu do partido e migrou para o PRTB, partido pelo qual disputou a eleição suplementar para o Senado no ano passado, na chapa encabeçada pelo empresário Reinaldo Moraes (PSC).

De acordo com o presidente estadual do partido, Aécio Rodrigues, Cattani retornou ao PSL no início do ano e tem o diploma de primeiro-suplente, fato que deve o credenciar a vaga de Favero.

O médico Emilio Pópulo, no entanto, defende que a primeira-suplência ficou com ele, pelo fato de Cattani já ter saído do partido e disputado eleição contra o próprio PSL, em 2020.

“Não tenho dúvida que sou o primeiro-suplente. Só eu estou registrado no TRE e inclusive estamos brigando. Já protocolei o pedido de posse, nunca saí do PSL, enquanto o outro estava no PRTB... Da minha parte não tem racha, eu acredito na lei. Ele abandonou o partido, participou de eleição em outro partido, inclusive usando fundo partidário e agora que não deu, volta para o PSL? Acho que ele cometeu muita infidelidade. O recurso, inclusive está pronto”, disse o segundo-suplente nesta segunda-feira (15.03).

Já o primeiro-suplente Gilberto Cattani explicou que saiu de forma pacífica do partido e que retomou as conversas para sua volta já no mês de janeiro, se filiando novamente um mês depois.

“Foi uma fatalidade, uma perca muito grande. Mas é igual quando uma mãe morre, a casa ficará com o filho. Estamos em um sentimento misto de responsabilidade e de perca, pela saída do Silvio. Mas estou pronto para missão. Eu saí [do PSL] de forma pacífica, com uma missão e logo após a eleição voltamos a conversar. Retornei ao partido em fevereiro. Sou o primeiro-suplente e devo isso a nada mais do que 11.629 mato-grossenses que confiaram em mim”, afirmou”.

O presidente do PSL, Aécio Rodrigues disse que irá se reunir com o partido nas próximas horas para definir o conflito de forma harmônica.