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E agora, professor?

| 26 de Julho de 2019 as 15h 27min

No último segundo, quando o presidente da Câmara de Sinop já estava abrindo a contabilização dos votos, o vereador Hedvaldo Costa (PR), levantou a mão. Seu gesto sinalizava que ele era contra o projeto de lei 065/2019, que mudou as regras para o recebimento da verba de natureza indenizatória tendo como um dos efeitos aumentar o valor repassado mensalmente para cada vereador de R$ 5 mil para R$ 6,9 mil.

Dos 15 pares de braços presentes naquela votação do dia 12 de junho, apenas 2 saíram da posição de repouso. Ícaro Severo e Hedvaldo Costa, os únicos vereadores que votaram contra o aumento da verba. Adenilson Rocha (PSDB), decidiu não opinar, abstendo-se.

Ícaro, que instantes antes havia apresentado um projeto para extinguir a verba, viu sua tentativa frustrada. Inclusive Hedvaldo votou contra. Quando o calor do debate já havia sessado e a população já começava a não falar da Verba Indenizatória, Ícaro foi até a Câmara e renunciou o dinheiro. Quieto, sem alardes.

A nova lei permitiu que os vereadores abrissem mão de receber a Verba Indenizatória. No entanto, a solicitação deveria ser feita em um prazo de 15 dias após a publicação da lei. Esse prazo encerrou no dia 19 de julho. Agora, quem quiser recusar o dinheiro, só pode fazer no ano que vem.

Hedvaldo Costa, que colheu um eventual “benefício” de votar contra, não renunciou a verba. Ele foi o único vereador contrário ao projeto que será diretamente beneficiado. E a exceção termina por aí.

Como o GC Notícias já noticiou, o único vereador a recusar R$ 6,9 mil por mês sem a necessidade de prestar contas foi Ícaro Severo. Os outros 14 continuam tendo a devida “estrutura” para trabalhar. Inclusive o professor.

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