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Corrigindo o tom de ameaça

| 18 de Julho de 2019 as 17h 44min

Depois que o cabo da PM Gerson Correia Junior declarou à justiça militar que a operação do Gaeco contra o ex-prefeito de Sinop, Juarez Costa, às vésperas da eleição foi “orquestrada”, o Ministério Público tratou de se manifestar.

A posição do MP veio em uma nota assinada pelo procurador-geral do órgão, José Borges Pereira, às 16h05. Menos de meia hora depois, uma nova nota, pedindo para desconsiderar a anterior.

O que mudou da primeira nota do MP enviada para a imprensa, para a segunda (e oficial) foi o tom de ameaça. Na primeira mensagem, o MP parecia querer dar um aviso sobre as investigações que estavam em curso. O texto era: “Oportuno dizer, também que em um dos procedimentos investigatórios criminais em curso, será realizada nos próximos 15 dias auditagem no sistema de escuta ‘Guardião’ utilizado pelo Gaeco”. O “Guardião” é um sistema utilizado pelo MP que grava, armazena e transcreve todas as escutas telefônicas resultado de grampos judiciais.

Parecia um alerta dirigido a um único processo, que seria demandado ainda este mês. Algo personalista, quase como um “aviso”.

Na segunda nota, a frase foi corrigida. Ficou assim: “Oportuno dizer também que nos procedimentos investigatórios criminais em curso, e naqueles a serem instaurados, será realizada auditagem no sistema de escuta ‘Guardião’ utilizado pelo Gaeco”.

Dessa forma, o que era uma ação dirigida passa a ser um procedimento padrão, a ser usado “naquele” procedimento de investigação e em todos os outros.

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