Bom dia, Quarta Feira 21 de Abril de 2021

Polícia

Casos de violência doméstica aumentam em Sinop, durante a pandemia

De acordo com a presidente do PLP’s os números aumentaram em 2020

Violência contra mulher | 15 de Maio de 2020 as 10h 51min
Fonte: Geovanna Klaus

Foto: GC Notícias - Presidente do PLP'S

O número de casos de violência contra mulher aumentou em Sinop durante a quarentena, uma medida adotada pelo governo para evitar a propagação do covid-19.

De acordo com a presidente do PLP’s (Promotoras Legais Populares), em média, 5 medidas protetivas são concedidas diariamente para mulheres em situação de violência doméstica, em Sinop. As medidas protetivas são determinações que visam garantir a segurança das vítimas. Em caso de descumprimento, o agressor pode ser preso.

Durante o período de isolamento social, a Delegacia de combate à violência contra mulher e a Rede de Enfretamento a Violência Contra a Mulher continuam funcionando. “O atendimento na delegacia da mulher é das 8h às 11 e da 13h as 18h, porém a partir das 18h, essa mulher pode ir na delegacia municipal, na Avenida das Acácias, lá ela pode fazer a denúncia e requerer a medida protetiva. Muitas mulheres não sabem, então elas aguardam chegar na segunda-feira, aguardam passar o fim de semana, mas não precisa”, explicou Eliane dos Santos, presidente da PLP’s.

Além das delegacias que ajudam nesse combate a violência, a rede de enfrentamento também disponibilizou um número para disk denúncia. “As denúncias que chegam, nós encaminhamos para a delegacia, para que sejam investigadas”, disse a presidente. O número é 66-99662-9771.

Quando a vítima estiver correndo perigo, ela ou alguém que estiver próximo, pode acionar o 190, para fazer a prisão do agressor, em flagrante.

O projeto faz o acompanhamento das vítimas de agressão. “Nós vamos encaminhar essa mulher para um atendimento psicológico, orientar, dizer o que ela tem que fazer em caso de descumprimento da medida, vamos dar todo esse suporte para ela e também para os filhos”, relatou Eliane.

Ao ouvir gritos, choros, quebradeira, briga, ligue e denuncie. A denúncia anônima pode salvar vidas, principalmente neste momento em que a mulher está afastada do seu círculo social.