Bom dia, Domingo 20 de Setembro de 2020

Geral

Voluntários criam máquina semi-automatizada para produzir máscaras

O projeto Máscara Solidária é uma parceria entre o Rotary Clube Teles Pires e a UFMT

Sinop | 16 de Setembro de 2020 as 14h 12min
Fonte: Geovanna Klaus

Foto: divulgação

Um projeto que iniciou em março deste ano, por conta da pandemia do novo coronavírus, realizava a confecção de máscaras descartáveis manualmente, porém, com a grande demanda desse item, os alunos da UFMT (Universidade Federal de Mato Grosso) juntamente com professores resolveram criar uma máquina semi-automatizada. Com isso, a fabricação ficou mais rápida e a máquina chegou a produzir 200 máscaras por hora.

O projeto Máscara Solidária é uma parceria entre o Rotary Clube Teles Pires e a UFMT (Universidade Federal de Mato Grosso), campus Sinop.

A UFMT disponibilizou a estrutura física para o funcionamento do laboratório. Cerca de 5 costureiras fazem parte da ação e trabalham diariamente na produção das máscaras. O material utilizado é o TNT SMMMS de uso profissional, ele tem certificação européia e foi aprovado pela Anvisa.

“Quando começou essa pandemia nós criamos um grupo de costureiras solidárias e no primeiro mês, produzimos uma grande quantidade, porém o comércio abriu e a demanda das costureiras aumentou demais, foi aí que resolvemos montar o processo de fabricação”, disse Mário Sugizaki, integrante do Rotary Clube.

Todas as máscaras produzidas pelo projeto, estão sendo doadas para a Unesin (União das Entidades de Sinop). Segundo Carlos Henrique, que faz parte do Conselho Fiscal da Unesin, até o momento eles receberam 12159 unidades e a previsão é de receber cerca de 7 mil máscaras esta semana.

Ainda de acordo com Carlos, as máscaras foram doadas para a Prefeitura Municipal, Refeccs, Hospital Santo Antônio, Polícia Civil e Militar, Bombeiros e também para a Politec (Perícia Oficial e Identificação Técnica.

O custo dos materiais utilizados para a confecção das máscaras foi doado por empresas de Sinop. As doações podem ser feitas pelo site do projeto.

O processo de produção:

A primeira etapa da fabricação é o corte, feito ainda na bobina original do TNT que tem largura de 140cm. Depois de cortado na largura definida para confecção da máscara (18cm aproximadamente), duas camadas de TNT serão unidas em uma das laterais com auxílio de uma máquina de costura.

Após essa união, as camadas passam por um sistema que proporciona as dobras formando vincos nas máscaras, após a formação dos vincos (dobras) é executada a solda para que esses não se desfaçam ao longo do restante da operação.

Um sistema de rolos acionados por um motor elétrico faz alimentação do sistema de dobra e solda de maneira que se mantenha o padrão do tamanho das máscaras.

Uma vez dobradas e soldadas, a segunda costura lateral e a colocação do arame é realizado, em seguida, costuras transversais e um segundo corte para individualizar as máscaras é feito. O último processo consiste na colocação do sistema de fixação do elástico ou do amarril de TNT.

As máscaras também passam por uma inspeção que detecta imperfeições que podem comprometer a segurança do EPI.