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Curso vai apresentar tecnologia de reconstrução para peritos

Reconstrução facial forense em 3D poderá ajudar profissionais no reconhecimento de vítimas

Sinop | 08 de Abril de 2015 as 15h 00min
Fonte: Jamerson Miléski

Um curso bastante específico, voltado para área de medicina legal, será realizado em Sinop no dia 22 de abril. Embora seja aberta à qualquer pessoa, a capacitação será uma ferramenta extra para peritos e profissionais de Institutos Médicos Legais.

O curso é promovido pela Ebrafol (Equipe Brasileira de Antropologia Forense e Odontologia Legal), em parceria com a Faculdade Fasipe. O evento, nominado 1º Encontro Tecnocientífico de Perícia, trará 3 palestras e um oficina prática com 3 horas de duração.

O perito e coordenador regional da Politec Sinop, Leandro Valendorf abre o evento, apresentando as aplicações da tecnologia. O reconhecido designe 3D, Cícero Moraes, apresentará a tecnologia de reconstrução que já aplicou na elaboração de faces famosas, como de Santo Antônio e Maria Madalena, que tiveram seus rostos projetados a partir dos crânios. O terceiro palestrante é o principal parceiro de Cícero no desenvolvimento e aplicação das tecnologias de reconstrução facial forense. O coordenador da Ebrafol, Dr. Paulo Miamoto, apresentará noções sobre o reconhecimento antropológico dos crânios, que são o ponto de partida das reconstruções faciais. É através dessa análise que se determina a partir do crânio o sexo, idade aproximada e etnia.

Para Cícero Moraes, o evento será uma oportunidade de aproximar a equipe da Ebrafol dos profissionais que fazem perícia. “Através da tecnologia que utilizamos um perito pode aprimorar a leitura da cena do crime ou fazer um mapeamento mais preciso das lesões, utilizando a fotogrametria”, explica Cícero. O mais interessante, segundo ele, é que é uma revolução tecnológica extremamente acessível. “Estamos falando de uma técnica que requer um smartfone e um computador”, ressalta o palestrante.

Recentemente a técnica foi utilizada por Paulo Miamoto em um crânio de uma vítima de homicídio. O desafio era revelar o rosto para ajudar no reconhecimento da vítima. O resultado foi um sucesso. “A modelagem foi toda feita por ele, que domina a antropologia, mas não é um designer. Isso significa que qualquer um, de posse dos conhecimentos, conseguirá utilizar a técnica”, reforça Cícero.

O curso é bastante direcionado e terá apenas 30 vagas. Para quem tem interesse em conhecer o assunto, as 3 palestras serão mais acessíveis, com 120 cadeiras. O custo é de R$ 30,00 para peritos e R$ 50,00 para demais profissionais e estudantes.

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